Funeral de Bianchi vai acontecer na próxima terça-feira na catedral da cidade francesa de Nice
O funeral de Jules Bianchi será realizado na próxima terça-feira, dia 21, na cidade natal do piloto, em Nice, na França. A cerimônia está marcada para a catedral Sainte-Réparate. O francês de 25 anos morreu na última sexta-feira em decorrência do grave acidente sofrido na parte final do GP do Japão do ano passado
O funeral de Jules Bianchi, que morreu nove meses depois do grave acidente que sofreu no GP do Japão na temporada passada, será realizado na cidade francesa de Nice, onde o piloto nasceu, na próxima terça-feira, dia 21.
O anúncio da morte do jovem de 25 anos foi feito na noite da última sexta-feira (17), madrugada na França, por meio de um comunicado da família do competidor. Bianchi estava internado, em coma, no Centro Hospitalar Universitário de Nice desde o mês de novembro do ano passado, quando foi transferido do hospital no Japão.
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A família de Jules confirmou, via Twitter, que o funeral vai acontecer na catedral de Sainte-Réparate, localizada na parte mais antiga da cidade, às 10h (hora local), 5h (de Brasília). Desde a confirmação da morte de Jules, o mundo do esporte a motor se mostrou chocado e prestou diversas mensagens de apoio à família e condolências.

Na volta 43 da corrida em Suzuka, Bianchi perdeu o controle na curva 7 e acertou em cheio o guindaste que tinha entrado na área de escape para remover o carro de Adrian Sutil, que tinha batido no giro anterior. Socorrido ainda na pista, Jules foi levado ao hospital e submetido a uma cirurgia de cerca de 4 horas. Um boletim médico divulgado pela Marussia dois dias depois da batida, informou que o piloto sofreu uma lesão axonal difusa, que é uma lesão ampla e devastadora e que, em mais de 90% dos casos, deixa suas vítimas em coma definitivo. E foi o ocorreu com o gaulês, que acabou não resistindo.
Jules é o segundo Bianchi que morre no automobilismo. Seu tio-avô, o belga Lucien Bianchi, disputou 17 GPs nos anos 60, tendo como melhor resultado um terceiro lugar em Mônaco em 1968. A grande glória de sua carreira veio no mesmo ano, junto do mexicano Pedro Rodríguez: a vitória nas 24 Horas de Le Mans. No mesmo circuito, no ano seguinte, teve o acidente que custou sua vida ao rodar e acertar um poste que ficava à beira da pista.
Na F1, a morte de Bianchi é a primeira desde os acidentes fatais de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna naquele fim de semana do GP de San Marino em 1994.
Em sua breve passagem pelo Mundial, Bianchi, que fazia parte da Academia da Ferrari, disputou 34 GPs, tendo como melhor resultado um nono lugar na etapa de Mônaco de 2014 — prova em que marcou seus primeiros pontos e os primeiros pontos da Marussia na F1. Sua melhor posição de largada foi um 12º lugar no GP da Inglaterra também no ano passado, em treino classificatório disputado debaixo de forte chuva em Silverstone.
You can say goodbye to Jules Tuesday 21 July at 10 am at the Sainte Réparate Cathedral @VilledeNice #CiaoJules
— Jules_Bianchi (@Jules_Bianchi) July 19, 2015
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