Russell admite dificuldade em Austin, mas mantém otimismo: “Espero lutar pelo pódio”

George Russell explicou que ondulações e desgaste dos pneus complicaram equilíbrio da Mercedes, mas acredita em ritmo forte para GP dos Estados Unidos

George Russell deixou o Circuito das Américas ciente de que extraiu tudo o que podia da Mercedes na classificação deste sábado (18). O britânico vai largar na quarta colocação no GP dos Estados Unidos, mas reconheceu que o traçado texano é um dos mais exigentes do calendário — especialmente por conta das ondulações e da dificuldade em manter os pneus na temperatura ideal. Apesar disso, está otimista em brigar pelo pódio.

Russell admitiu que teve dificuldades para encaixar uma volta perfeita no Q3 e reclamou, principalmente, da dificuldade de controlar a temperatura dos pneus. Ainda assim, acredita que o resultado pode ser um prenúncio de uma corrida promissora.

“Este é um circuito muito desafiador para acertar tudo. Cheio de ondulações, ventos fortes, degradação alta dos pneus e é difícil colocá-los na janela certa. É questão de encontrar o equilíbrio ideal. Estava em uma volta muito forte no começo do Q3, mas perdi 0s4 no último setor porque os pneus deterioraram. Depois, na última volta, perdi 0s1 nos dois primeiros setores, mas encontrei 0s3 no final. É tudo sobre achar esse equilíbrio”, explicou o piloto da Mercedes.

“Espero que a gente possa lutar pelo pódio. Há muitos carros diferentes ao redor. Oscar [Piastri] está fora de posição e deve ser rápido”, observou.

George Russell sofreu com gerenciamento dos pneus no Q3 (Foto: Mercedes)

Apesar do bom desempenho apresentado até aqui, o britânico espera dificuldades na prova. Além das altas temperaturas dificultarem o gerenciamento dos pneus, ele também citou o potencial da McLaren como ameaça.

“Não diria que o calor é um problema resolvido, porque terminamos 2s5 à frente da Williams na sprint e esperávamos mais desempenho do que isso. Ainda não vimos o que a McLaren é capaz de fazer. Sempre são fortes nessas condições. A sprint teve dez, 11 voltas para valer, e amanhã são 55. Muita coisa pode mudar”, avaliou.

O britânico também comentou sobre o desempenho da Red Bull e a pole-position de Max Verstappen, mas disse não se surpreender com o ritmo da rival. “Não me surpreende, porque creio que o mapa aerodinâmico deles é muito eficiente quando o carro está bem próximo do solo — e isso acontece nas curvas de alta”, avaliou.

“Para nós é o oposto: somos muito ruins nessas condições. Mas, em corrida, passamos pelas curvas de alta uns 20 km/h mais lentos, o carro fica mais alto e não perdemos tanto. Então tudo tende a convergir”, concluiu.

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