Russell nega atrito com Hamilton e diz que Mercedes “tem coisas mais sérias a resolver”

George Russell tratou de afastar qualquer possibilidade de clima ruim com Lewis Hamilton após o pega de ambos no GP do Japão, ressaltando que, no momento, a principal preocupação da Mercedes é fazer "o carro ser mais rápido"

A disputa entre George Russell e Lewis Hamilton no GP do Japão chamou atenção pela forma um tanto agressiva que se desenhou principalmente nas primeiras voltas — algo que, na visão do #63, foi “lance de corrida”. E mesmo com a tensão aparente no clima após a corrida, com os dois nem chegando a se cumprimentar assim que desceram do carro, Russell tratou de colocar panos quentes, dizendo que a Mercedes “tem coisas mais sérias a resolver”.

A disputa foi tão acirrada que eles chegaram a dividir curvas sequencialmente, com Hamilton até espalhando para cima do companheiro de equipe, que imediatamente bradou pelo rádio: “Estamos competindo contra os outros ou contra nós mesmos?”.

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Russell e Hamilton protagonizaram duelos roda a roda no Japão (Vídeo: Sky Sports)

“Foi uma corrida boa e difícil”, começou George após a etapa realizada no último domingo (24), em Suzuka. “Fiquei feliz por colocá-lo sob pressão e fazer movimentos para passá-lo. Portanto, tiraria pontos positivos disso”, avaliou.

“Achei meu ritmo muito forte, considerando o quão difícil foi pilotar o carro no fim de semana. E, novamente, ficar um pouco frustrado no rádio é apenas parte da corrida”, minimizou. Ao ser questionado pelos jornalistas se em algum momento considerou ter ido longe demais na disputa, negou.

“Não. Nós só perdemos tempo com os outros carros. Como já disse, não vamos ceder posição facilmente para o outro. A corrida estava começando. Eu tinha mais ritmo, mas ele estava à frente, portanto é lance de corrida, não vamos nem discutir isso. Temos coisas mais sérias para resolver, como fazer o nosso carro ser mais rápido”, frisou.

Perto do fim, já em estratégias diferentes, Russell foi instruído pela equipe para deixar Hamilton passar. Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, explicou que a decisão foi para evitar um ataque direto de Carlos Sainz sobre o heptacampeão, pois o risco dos dois carros da equipe alemã perderem para o bólido da Ferrari era real.

Russell acatou a decisão e, mesmo sendo superado pelo #55, assegurou que tem “zero ressentimentos” com a estratégia que, de certa forma, acabou sacrificando-o. “É claro que é difícil para a equipe julgar, mas, conforme disse, tenho um objetivo: fecharmos em segundo lugar no Mundial de Construtores. Lewis teve uma temporada realmente consistente este ano.”

“Na pior das hipóteses, perdemos dois pontos. Mas poderíamos ter saído de lá com quatro pontos a menos, então fazendo um balanço, a equipe tomou a decisão certa. E da minha parte, zero ressentimentos. Mais uma vez, temos de trabalhar e não ficar chateados em ser derrotados com um quinto e um sexto contra um quinto e um sétimo”, finalizou.

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