Russell nega ressentimento de conversas entre Mercedes e Verstappen e diz: “Sou leal”
George Russell está ciente do interesse da Mercedes em Max Verstappen, mas está confiante de que vai renovar o contrato com a equipe alemã para 2026
Embora a Mercedes tenha enfrentado algumas dificuldades nas três etapas antes de chegar ao Canadá, George Russell vem fazendo uma temporada muito forte em 2025, mas ainda não tem contrato para 2026. Questionado sobre o futuro na Fórmula 1, o titular do carro #63 disse que não está em negociação com outras equipes e reforçou que é leal à relação com a equipe alemã — ainda que o time tenha certo interesse em contar com Max Verstappen.
Russell vem fazendo um grande trabalho em 2025. Antes da F1 chegar ao GP da Emília-Romanha, sétima etapa do ano, a campanha era marcada pela consistência, em que havia cruzado a linha de chegada no top-5 em todas as oportunidades. Um pequeno deslize, no entanto, aconteceu em Ímola, com um sétimo lugar, e em Mônaco, em que sequer pontuou.
Porém, Russell retomou a boa forma e foi quarto na Espanha e venceu sem maiores problemas no Canadá no último domingo depois de largar da pole. Ainda assim, o futuro de George junto da Mercedes está em aberto.
Tanto Russell quanto Andrea Kimi Antonelli não têm contrato para 2026. O italiano de apenas 18 anos, no entanto, vem surpreendendo na temporada de estreia, conquistou um pódio no GP do Canadá, e é visto como o futuro do time. George também é um piloto formado pela Mercedes e, ainda que esteja performando bem, tem a posição ameaçada por uma eventual chegada de Verstappen.

Russell falou algumas vezes sobre o desejo que a Mercedes tem de contar com Verstappen mas, ainda assim, está confiante de que vai conseguir uma renovação de contrato e reforçou a lealdade ao time alemão.
“Não estou conversando com mais ninguém nem com nenhuma equipe que tenha demonstrado interesse. Sou muito aberto ao dizer que minha intenção é continuar na Mercedes. Isso sempre foi claro e sou leal à Mercedes, eles me deram a chance de entrar na Fórmula 1. Não houve ressentimentos com nenhuma das conversas que têm acontecido, especialmente em relação ao Max. Porque, como eu disse inúmeras vezes, por que as equipes não se interessariam pelo Max? Se todos os pilotos não tivessem contratos para o ano que vem, o Max seria o número um de todas as equipes. E isso é compreensível”, disse Russell.
“Mas, no fim das contas, há duas vagas para cada equipe. Sabia que, se continuasse com o desempenho que tenho, minha posição não estaria ameaçada de forma alguma. Então, me sinto em um bom lugar. Não temos pressa em negociar contratos. Queremos vencer juntos. Principalmente porque o Kimi e eu somos companheiros de equipe agora – estamos conseguindo um resultado como o de hoje, ambos pilotos juniores da Mercedes, ambos estamos fazendo o trabalho em termos de desempenho. Por que mudar algo que está funcionando?”, finalizou Russell.
A Fórmula 1 retorna de 27 a 29 de junho, na Áustria, 11ª etapa da temporada 2025.
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