Russell volta a cobrar transparência da FIA e vê pilotos “fartos de toda essa situação”
Diretor da GPDA, George Russell reafirmou o descontentamento dos pilotos em relação a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), também pela falta de resposta à carta pública divulgada há duas semanas
George Russell assumiu a frustração da GPDA (Associação dos Pilotos de F1) com a falta de resposta da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para a carta pública divulgada há duas semanas. O titular da Mercedes, que é diretor do grupo, assumiu que “vários pilotos estão fartos de toda essa situação”.
Logo após o GP de São Paulo, a GPDA emitiu uma nota pública direcionada ao presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem que pedia para que os pilotos fossem tratados “como adultos”, cobrava transparência da entidade com o destino do dinheiro arrecadado com a aplicação de multas e solicitava que o mandatário da entidade reguladora considerasse o “próprio tom e palavreado” ao falar dos competidores.
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A nota da GPDA foi uma resposta a uma série de decisões polêmicas da FIA. No GP de Singapura, por exemplo, Max Verstappen foi condenado a prestar serviços comunitários por ter dito um palavrão durante uma coletiva de imprensa. No GP da Cidade do México, Charles Leclerc recebe uma multa de € 10 mil (cerca de R$ 61 mil) pela mesma infração.
Ainda, Russell explicou que os pilotos não foram informados da saída repentina de Niels Wittich do posto de comissário. O alemão será substituído por Rui Marques nas últimas três corridas da atual temporada.

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“Não tenho muita certeza de que sentimos que estamos sendo ouvidos e algumas das mudanças que estamos pedindo estão sendo implementadas”, disse Russell. “Têm vários pilotos que estão fartos de toda essa situação e, de certa forma, isso só parece estar caminhando na direção errada”, comentou.
Russell explicou que a carta pública da GPDA foi uma forma de os pilotos explicarem publicamente ao presidente Ben Sulayem como se sentem.
“Fazer as coisas mudarem ou promessas serem cumpridas parece um pouco mais desafiador. Talvez a FIA ou o presidente não tenham entendido o quão seriamente nós todos falávamos”, ponderou. “Ao longo de 20 corridas neste ano e até mesmo no ano passado, nós falamos sobre diversos tópicos, todos os pilotos, e pensamos bem parecido, sabemos o que queremos do esporte e a direção que está indo, e queremos uma guinada em vários assuntos. E queremos trabalhar junto com a FIA”, explicou.
“Sentimos que isso não está acontecendo de forma nenhuma por parte do presidente”, disparou.
Por fim, Russell avaliou que, ao ignorar os questionamentos sobre o destino dado ao dinheiro acumulado com as multas pagas para infrações na F1, Ben Sulayem descumpre uma promessa da campanha eleitoral de 2021.
“Para nós, quando ouvimos da FIA há alguns anos, quando tinha eleição presidencial, só falavam em transparência”, recordou. “Sobre o dinheiro ser reinvestido nas bases do automobilismo, algo que todos somos a favor. Só queremos transparência, um entendimento do que foi prometido desde o começo”, encerrou.
A Fórmula 1 volta às pistas para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 21 e 24 de novembro. Depois, realiza corridas no Catar, última sprint do ano, e Abu Dhabi.
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