GP Recomenda: cinco bons motivos para não se perder o GP da Alemanha

Da Hungria para a Alemanha. Esse é o caminho da F1 nesta semana em que vai disputar a última prova antes da pausa das férias. E não poderia ser em melhor lugar: o local escolhido é o tradicional circuito de Hockenheim, palco da 12ª etapa da temporada 2016. Por isso, o GRANDE PRÊMIO lista agora as cinco razões para não perder a corrida alemã

1. A REAÇÃO
 
Agora é a vez de Nico Rosberg reagir. O alemão iniciou a temporada 2016 vencendo as quatro primeiras corridas do campeonato, se colocou como um líder forte e chegou a abrir 43 pontos de vantagem para Lewis Hamilton no GP da Rússia, em maio. Só que Nico passou a viver uma fase também de erros e azares e acompanhou a recuperação do principal inimigo, que venceu cinco das últimas seis provas. 
 
É bem verdade que Lewis levou 11 corridas para tomar a dianteira – o que evidencia o grande trabalho de Rosberg –, mas agora é o alemão que se coloca na posição de caçador e nada melhor do que iniciar uma caçada em casa. Foi o dono da Mercedes #6 que venceu a corrida na última vez em que a F1 passou por Hockenheim, então, naturalmente, Nico chega à Alemanha também favorito.
 
A única questão aí é o momento que vive Hamilton. O tricampeão vem de vitórias importantes e não tem cometido erros. A corrida na Hungria foi uma prova de que Lewis está mais forte mentalmente. Além de lidar com uma boa largada, ainda soube se impor durante a prova em que não deu qualquer chance ao rival.
É hora de reação para Nico Rosberg (Foto: Getty Images)
2. A CHANCE DE VIRAR VICE
 

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A Red Bull é, de longe, a equipe que mais evoluiu ao longo das 11 primeiras etapas da temporada 2016 da F1. Tanto que já está na cola da Ferrari, brigando de igual para igual pela vice-liderança. Neste momento, a diferença entre as duas adversárias está apenas em um ponto na tabela do Mundial de Construtores, que mostra 224 a 223.

 
Enquanto a Ferrari ainda luta para obter um melhor ritmo de classificação e tirar mais do carro vermelho, a esquadra austríaca vem na ascendente. E já venceu, inclusive. Aproveitando um raro vacilo da Mercedes, os rubro-taurinos ganharam em Barcelona, também foram pole em Mônaco e continuaram beliscando pódios aqui e ali.
 
Na Hungria, a terceira posição de Daniel Ricciardo e a quinta posição de Max Verstappen colocaram o time em posição de agora se colocar como a segunda força do Mundial. A Mercedes ainda é um objetivo quase inatingível, mas a briga com a Ferrari, não, ainda que os italianos tenham mostrado um bom ritmo de corrida em Hungaroring no último domingo.
As duas Red Bull foram para cima das Mercedes na largada no GP da Hungria (Foto: Red Bull)
3. PISTA QUE AJUDA
 

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Como se previa, o GP da Hungria para a Williams foi outra etapa para esquecer. Ainda que Valtteri Bottas tenha conquistado um nono lugar, a equipe sofreu na classificação e na corrida. Felipe Massa enfrentou um problema de sistema de direção pouco antes da largada e acabou a prova apenas em 18º, posição em que largou. Mesmo contando com novo assoalho, o time de Grove seguiu penando na travada pista de Hungarporing. Mas agora pode vir a redenção.

 
Embora Hockenheim não seja mais aquela pista veloz de outrora, o circuito reformulado ainda oferece alguma resistência e o fato de ser de média velocidade pode ajudar os ingleses, cujo carro prefere as longas retas e as curvas de alta. 
 
E Massa aposta justamente nas características de Hockenheim para reagir no campeonato. Há dois anos, a Williams foi ao pódio com Valtteri Bottas, que terminou em segundo. “É bom voltar ao GP da Alemanha, já que não tivemos a prova no ano passado. Vamos para Hockenheim, uma pista em que curtimos demais pilotar. Espero que a gente tenha uma boa corrida, já que Hockenheimring pode ser um grande traçado para o nosso carro. Vamos ver como vai ser o fim de semana”, disse o brasileiro.
A Hungria não foi fácil para a Williams (Foto: Getty Images)
4. UM PASSO À FRENTE
 
Ao contrário da Williams, a McLaren prefere circuitos mais travados e que exigem menos da força do motor. Isso porque a equipe inglesa ainda se vê às voltas com a confiabilidade e à falta de potência das unidades da Honda. E isso ficou claramente evidente nas corridas de Mônaco, onde Fernando Alonso foi quinto, e na Hungria, em que terminou a prova em sétima, depois de ter ocupado essa mesma posição nos treinos e classificação. 
 
Agora, o desafio é fazer o carro render em uma pista de média velocidade como Hockenheim, tirando proveito, especialmente, dos setores mais travados, como na parte do estádio. Ao falar da expectativa para a próxima corrida, Alonso se mostrou bastante otimista. "Estamos evoluindo muito bem. E, no próximo fim de semana, também espero repetir o mesmo nível de performance, principalmente porque depois das férias será mais difícil em pistas como Spa e Monza", disse o espanhol.
Assim é hoje o autódromo de Hockenheim (Foto: Divulgação)
5. A VOLTA DA ALEMANHA
 

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Além de ser uma etapa tradicionalíssima, é impossível pensar em uma F1 dominada por uma equipe alemã e com quatro pilotos igualmente alemães no grid não ter o país no calendário. Pois isso aconteceu no ano passado, quando Nürburgring ficou de fora da temporada por conta de dificuldades financeiras. Na verdade, as duas principais pistas germânicas se revezam há anos, mas, em 2015, o esquema furou. Assim, Hockenheim só pode voltar neste campeonato.

 
Tudo bem que a histórica pista do estado de Baden-Württemberg já foi mais espetacular, com suas longas retas cortando a Floresta Negra, mas, ainda assim, é uma etapa das mais especiais da F1 e simplesmente não pode ficar de fora. 
 
O último vencedor em Hockenheim foi Nico Rosberg em um fim de semana dos mais quentes do verão alemão, cuja a temperatura esbarrou nos 40 graus. O calor, portanto, também é uma das principais preocupações da Pirelli, a fornecedora de pneus, que já prevê um desgaste grande de seus compostos. Falando neles, a fábrica vai levar os médios, os macios e os supermacios, repetindo a combinação da também quente Hungaroring.

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