GP Recomenda: cinco bons motivos para não se perder o GP da Europa

Depois da etapa fria e quase chuvosa no Canadá, a F1 retorna à Europa em um esforço logístico perto do absurdo para correr pela primeira vez em Baku, a capital do Azerbaijão. A estreia do circuito urbano – o segundo mais longo da temporada 2016 – por si só já é motivo suficiente para ver a corrida, mas o GRANDE PRÊMIO listou mais algumas razões

1. POLÊMICA QUE SEGUE A F1
 
Não é de hoje que a F1 escolhe praças sem qualquer tradição para integrar o calendário, assim como também não é nenhuma novidade o fato de a categoria optar por correr em países que convivem com problemas políticos graves. E esse é bem o caso do Azerbaijão. O país vai estrear no Mundial neste fim de semana dando nome ao GP da Europa, que retorna ao campeonato após quatro temporadas – a última edição foi em 2012, em Valência, na Espanha. A corrida será disputada nas ruas da capital Baku, mas já há uma séria movimentação contra a realização da prova.
 
Tal como o exemplo mais recente, ocorrido no Bahrein, o Azerbaijão também tem contra si denúncias sobre abusos com relação aos direitos humanos, especialmente contras mulheres — existem muitas denúncias na comunidade internacional e alertas sobre o tráfico de mulheres no país. Também pesam acusações de violações igualmente graves, como cerceamento da imprensa e o aprisionamento de opositores do governo de Ilham Aliyev.
 
Mesmo tendo grandes reservas de gás e petróleo, o fornecimento de energia é bastante controlado e irregular, mesmo em Baku. E a população passa dificuldades econômicas em função da necessidade de exportação dos dois produtos.
 
Mesmo assim, a F1 deve ignorar solenemente todos os protestos internacionais. E a corrida vai acontecer normalmente, mas, mesmo assim, membros da coalizão internacional de direitos humanos Sports for Rights teve uma reunião a portas fechadas na FIA para tentar pressionar a federação.
Reta que leva à curva 7 de Baku (Foto: Divulgação)

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2. A PISTA DE BAKU

 
O traçado de Baku é um dos mais interessantes no papel e um dos mais bonitos do calendário, já que vai unir uma parte mais moderna da capital a um trecho histórico. É também o segundo circuito mais longo do Mundial com seus 6.003 m. Só perde para Spa-Francorchamps, que tem 7.004 m. 
 
E como toda boa pista de rua, o desenho feito por Hermann Tilke é estreito. Na verdade, bem apertado – tem um trecho de 7,6 metros de largura, apenas, entre as muralhas da Velha Cidade. O traçado também recebeu asfalto novinho, o que pode ser uma dor de cabeça para os pilotos por conta da baixa aderência. Além disso, ainda há a previsão de altas temperaturas no fim de semana, um clima bem diferente vivido pelas equipes em Montreal.
 
O circuito de Baku também vai ter a maior reta da F1 com 2,2 km e a velocidade máxima de chegar a 340 km/h. A pista será no sentido anti-horário e tem 20 curvas. Por conta da natureza do novo circuito, a Pirelli optou por uma escolha mais conservadora dos pneus. Assim, os pilotos terão à disposição os compostos médios, macios e supermacios para a etapa azari.
 

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3. A REAÇÃO DO LÍDER

 
Nico Rosberg agora tem a missão de reagir na temporada 2016. Depois de vencer as quatro primeiras corridas do campeonato, o alemão abandonou na Espanha, mas viu um cenário ainda pior em Mônaco e Canadá, quando assistiu sem conseguir fazer nada as duas vitórias de Lewis Hamilton. Assim, aquela diferença confortável de 43 pontos que tinha depois da corrida em Barcelona, agora é de apenas nove. 
 
Ou seja, é hora de Rosberg começar a recuperar terreno se não quiser reviver 2014 e ver Hamilton dar a volta por cima, saltar para liderança e caminhar ao rumo ao quarto título mundial na F1.
É hora de Rosberg parar de apertar a mão de Hamilton (Foto: Mercedes)
4. É SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO?
 
Depois da atuação no Canadá, a impressão geral é que só é uma questão de tempo para a Ferrari finalmente desencantar na temporada e vencer. Os italianos ousaram em Montreal, é verdade, mas mostraram um ritmo forte, especialmente com Sebastian Vettel durante todo o fim de semana no Gilles Villeneuve. 
 
As atualizações feitas no motor também surtiram o efeito esperado, mas agora a esquadra italiana precisa realmente acertar tudo, da estratégia ao ritmo de classificação, para pegar a Mercedes de vez.
 
E a pista de Baku pode ser o palco para que tudo dê certo para os vermelhos. É um circuito veloz e é um lugar onde as temperaturas serão altas, o que realmente beneficia os carros de Maranello.
Pódio do Canadá: Sebastian Vettel, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas (Foto: Mercedes)

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5. CHANCE DE NOVO PÓDIO DA WILLIAMS

 
É de conhecimento público que a Williams tem séries dificuldades em pistas travadas e de baixa velocidade, como Mônaco e Cingapura, mas talvez esse não seja o caso da pista de rua em Baku. As longas retas do traçado da capital do Azerbaijão devem beneficiar o carro inglês e, quem sabe, colocar a equipe novamente em posição de brigar pelo pódio.
 
Em sua descrição da pista, Felipe Massa já dá a entender que traçado pode ser uma boa para o time de Grove. “Ainda não sei bem se vai ser como Mônaco, ou talvez um misto entre Mônaco e Cingapura. Temos de esperar e ver. Ouvi que as retas serão bem longas, então talvez teremos mais ultrapassagens nesta pista na comparação com outros circuitos de rua que nós corremos. Espero que nós deixemos o Azerbaijão pela primeira vez com um bom resultado”, projetou o piloto brasileiro.

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