
1. REAÇÃO VERMELHA
A
Ferrari viveu um dramático revés na Inglaterra. É bem verdade que a equipe italiana até conseguiu colocar seus carros na primeira e na segunda filas, mas a distância em termos de desempenho foi enorme para o carro prateado de Lewis Hamilton, que saiu uma vez mais na pole-position. Na corrida, o inglês passeou e venceu de maneira dominante, reduzindo drasticamente a desvantagem que sustenta para o líder Sebastian Vettel. Só que isso só foi possível porque o alemão teve um fim de semana corrida traumático.
A duas voltas do fim, o pneu dianteiro direito da Ferrari do tetracampeão apresentou uma falha, provocada por um furo lento ao longo da parte final da prova. Vettel foi se arrastando e acabou perdendo a quarta posição que mantinha depois de uma luta com Max Verstappen. Seb não teve como evitar as ultrapassagens e cruzou a linha de chegada na sétima posição. Kimi Räikkönen, que vinha em solitário segundo lugar, também enfrentou um problema de pneu e acabou a corrida em terceiro.
Daí que esse contratempo fez a diferença de 20 pontos cair para um. A Ferrari, entretanto, chega a Hungaroring animada, especialmente diante das características do circuito de Budapeste. A pista é travada e lembra muito a configuração de Mônaco,
onde a equipe vermelha fez uma dobradinha com vitória do alemão. Foi lá também que Seb venceu em 2015 com o carro vermelho.
Sebastian Vettel tem problema no pneu e perde controle da Ferrari no fim do GP da Inglaterra (Foto: Ferrari)
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2. HAMILTON VIRA O JOGO?
Se a Ferrari chega à Hungria na esperança de retomar as rédeas do campeonato, aproveitando as características do traçado, Lewis Hamilton vai a Hungaroring pensando em virar de vez o jogo para cima de Sebastian Vettel, repetindo o que fez no ano passado quando lutava pelo título com o então companheiro de equipe, Nico Rosberg.
Lewis venceu a prova no ano passado e tem um bom retrospecto no circuito de baixa velocidade, assim como a própria Mercedes. O #44 já venceu quatro vezes em Budapeste e agora, embalado pelo triunfo em casa, deseja apenas encerrar a primeira parte do campeonato em vantagem.
3. McLAREN EM PALCO FAVORÁVEL
“Em teoria, Hungaroring é nossa melhor oportunidade neste ano”, disse Alonso, que obteve por lá seu melhor resultado desde que voltou à McLaren. Em 2015, o espanhol foi quinto em Budapeste — o resultado foi igualado depois em Mônaco e Austin no ano passado —, e terminou em sexto lugar a prova magiar em 2016.
Fernando Alonso espera melhor desempenho na Hungria (Foto: McLaren)
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“Este traçado curto e sinuoso depende menos da potência, e os pilotos podem confiar mais nas possibilidades do chassi para conseguir uma boa volta. Sempre é bom voltar a Budapeste, estar no centro e ter belas vistas do rio [Danúbio]. Você sente que é parte da cidade durante todo o fim de semana”, completou.
4. A ÚLTIMA CHANCE
O GP da Hungria vai fechar a primeira parte da temporada 2017 e muita gente quer deixar uma boa impressão antes da pausa das férias de verão na Europa. E se tem um piloto que precisa mostrar serviço,
esse cara é Jolyon Palmer. O inglês não vem conseguindo acompanhar a campanha que o companheiro de Renault, Nico Hülkenberg, vem fazendo neste ano e ainda não somou pontos, por isso já tomou um ultimato da cúpula da equipe francesa.
5. A UMA GRANDE HISTÓRIA
O piloto de 32 anos tenta voltar à F1, mesmo depois do gravíssimo acidente que sofreu em 2011 e que o afastou do Mundial. Kubica conduziu carros da Renault nas últimas semanas e vai fazer um teste final em Hungaroring, onde vai guiar um carro atual.
Piloto promissor, o polonês, que tem até uma vitória na F1, se vê cada vez mais perto de realizar o desenho de retornar ao grid, e isso ficou nítido após seu impressionante desempenho nas atividades conduzidas com a equipe gaulesa.
Robert Kubica testou com a Renault em Valência (Foto: Renault)
“Os primeiros dias de testes permitiram que tanto Kubica quanto nós reuníssemos uma grande quantidade de informação. A próxima sessão, com o R.S.17, em Hungaroring, vai nos permitir obter dados detalhados e precisos com o carro atual e em condições representativas”, declarou Cyril Abiteboul em comunicado emitido pela Renault.
“Depois deste teste, vamos analisar a informação acumulada para decidir em quais condições seria possível a Kubica voltar à competição nos próximos anos”, acrescentou o dirigente francês.
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