GP Recomenda: cinco bons motivos para não se perder o GP da Malásia

Continuando o giro pela Ásia, a F1 chega à Malásia neste fim de semana. Após anos fazendo parte da primeira fase da temporada, o país do sudeste asiático foi recolocando entre as provas finais desta vez e pode testemunhar o tricampeonato da Mercedes, além de uma noa virada na batalha entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Por isso, o GRANDE PRÊMIO lista agora os cinco motivos para não perder a etapa em Sepang, a 16ª da temporada 2016

1. UMA NOVA REVIRADA
 
A batalha pelo título mundial da F1 em 2016 segue completamente aberta e extremamente disputada, ainda que restrita apenas aos pilotos da Mercedes. Os dois vem disputando ponta a ponto e ambos já protagonizaram reviravoltas na tabela de classificação. Neste momento, a bola está nas mãos de Nico Rosberg.
 
O alemão iniciou o ano vencendo as quatro primeiras etapas e chegou a abrir uma confortável distância de 43 pontos para Lewis Hamilton antes da metade da temporada. Só que o inglês recuperou terreno e emendou uma série vitoriosa, ganhando seis das sete provas que antecederam a pausa no campeonato, no fim de julho. O desempenho o fez tomar de Nico a liderança do campeonato, abrindo 19 pontos de dianteira.
 
Porém, após o intervalo do verão europeu, Rosberg voltou mais forte que Hamilton e sacou três vitórias consecutivas – Bélgica, Itália e Cingapura –, a performance, então, o devolveu à ponta da tabela. Neste tempo, Lewis se viu em apuros por conta de uma punição pela troca de motores em Spa, uma má largada que pôs tudo a perder em Monza e uma rara falta de ritmo em Marina Bay. Assim, a diferença agora está em oito pontos a favor do filho de Keke Rosberg.
 
Mas nada disso acabou. O GP da Malásia deste fim de semana pode novamente colocar o tricampeão na ponta, basta uma vitória e um terceiro lugar do rival para que a F1 veja uma nova troca de liderança. E não é difícil, dada a competitividade também das rivais da Mercedes na quente e úmida Sepang.
A disputa na Mercedes segue ponto a ponto (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
2. NA MIRA DO TRICAMPEONATO
 

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O GP da Malásia pode ser palco do tricampeonato da Mercedes na F1. Depois de 15 corridas disputadas em 2016, a esquadra chefiada por Toto Wolff acumula 538 pontos no Mundial de Construtores, quase 200 a mais do que a soma dos pontos conquistados por Force India, Williams, McLaren, Toro Rosso, Haas, Renault e Manor. Com relação às rivais mais próximas – Red Bull e Ferrari – a equipe prata construiu uma vantagem também acima dos 200 pontos. 

 
Em 2014, quando celebrou seu primeiro campeonato, a Mercedes garantiu a taça no GP da Rússia, na 16ª das 19 etapas daquele ano. Na temporada passada, novamente coube a Sochi ser o cenário de mais uma conquista, na 15ª das 19 corridas do campeonato. E para lograr novo êxito, a equipe prateada precisa somar 36 pontos neste fim de semana, em Sepang. Ou seja, uma dobradinha já assegura o terceiro título consecutivo dos alemães. Em 2016, o time possui 15 vitórias e quatro dobradinhas.
 
3. ENFIM, DESENCANTA
 
No ano passado, foi no GP da Malásia que a Ferrari mostrou que poderia ser uma forte ameaça à Mercedes. No calor e na alta umidade de Sepang, os italianos tiraram o melhor de seu carro e, contando uma estratégia certeira, driblaram os adversários e saíram com uma vitória logo na segunda corrida do campeonato. E o responsável por Sebastian Vettel.
 
Há pouco mais de uma semana, em Cingapura, o mesmo Vettel mostrou que a Ferrari de fato gosta de temperaturas altas ao protagonizar uma incrível jornada desde o último lugar do grid até a quinta colocação, contando com um belo desempenho em cima dos pneus macios e ultramacios. 
 
Apesar da pista malaia priorizar a grande força dos motores com suas enormes retas, o circuito também pode se tornar um palco para a redenção ferrarista, levando em conta os fatores que a fizeram vitoriosa em 2015.
Sebastian Vettel brinca com a taça da vitória em Sepang (Foto: AP)
4. UM ASFALTO NOVINHO
 

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A pista de Sepang passou por uma grande remodelação neste ano e vai se apresentar de maneira muito diferente aos pilotos. O traçado ganhou um asfalto inteiramente novo, além de um novo sistema de drenagem – o que é sempre importante, dada a comum ocorrências de chuva na região. Também há novas zebras e áreas de escape, que foram redesenhadas. E algumas curvas também passaram por ajustes. A ideia foi tirar toda a ondulação da pista. Ou seja, as mudanças devem influir bastante no comportamento dos carros, especialmente no que diz respeito ao consumo dos pneus.

 
As alterações mais dramáticas foram feitas no hairpin da curva 15, principalmente na parte de dentro da curva, o que vai mudar ligeiramente a trajetória, aumentando, assim, a possibilidade de ultrapassagens. As curvas 2, 3, 4, 5, 6, 9, 12 e 13 também sofreram modificações com o objetivo de melhorar a drenagem e a dirigibilidade.  
Circuito de Sepang foi reformado para o GP da Malásia (Foto: AP)
5. UM RUMO PARA O MERCADO DE PILOTOS
 
Desde o anúncio da aposentadoria de Felipe Massa e o ano sabático de Jenson Button, que teve como consequência a promoção de Stoffel Vandoorne, o mercado de pilotos da F1 estagnou. Sergio Pérez, que prometera uma definição sobre seu futuro, acabou não confirmando nada em Cingapura, assim como a Renault, que também havia dito que estava negociando para o GP noturno. Mas nenhum avanço foi feito.
 
Agora, Pérez já fala em definir de uma vez sua vida para 2017, e é bem provável que venha o anúncio de que vai seguir com a Force India mais um ano. Já a equipe francesa vem estudando de perto a performance de Esteban Ocon, na Manor. Falando nisso, a equipe britânica também está de olho no francês e busca garantir a permanência de Pascal Wehrlein.
 
Ou seja, se a Malásia for palco de uma confirmação por parte de Pérez, a decisão pode desencadear novos rumos para o quebra-cabeças do grid. 
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