GP Recomenda: cinco bons motivos para não se perder o GP de Cingapura de F1

A F1 deixou a Europa e agora vai rodar a Ásia nesta segunda fase da temporada 2015, e a primeira parada acontece em Cingapura, neste fim de semana. As ruas de Marina Bay serão palco da 13ª etapa do calendário. Por isso, o GRANDE PRÊMIO listou cinco bons motivos para não perder a corrida noturna

1) NOITES QUENTES, POLUIÇÃO E ACIDENTES
 
O GP de Cingapura é o único do calendário que acontece totalmente à noite. A largada está marcada para as 20h (hora local), 9h (de Brasília). E a prova asiática é considerada também uma das mais exigentes tanto para pilotos quanto para os carros, exatamente por conta do calor excessivo e da alta umidade do ar, mesmo com o horário noturno. Além disso, o traçado de Marina Bay é o que possui o maior número de curvas entre todas as pistas do calendário. Ao todo, são 23 curvas, o que vai exigir também dos pneus, especialmente do traseiro esquerdo. A previsão fala em dois ou três pit-stops. 
 
O sinuoso circuito com extensão de 5.073 m também faz com que a corrida seja bem longa — são 61 voltas -, quase batendo o limite de duas horas. A prova também é a segunda mais lenta da temporada em termos de velocidade média e só perde para o circuito de Mônaco. 
 
Como toda boa pista de rua, o asfalto em Cingapura é bastante ondulado em alguns trechos, o que pode provocar quebras e acidentes. Além isso, o traçado não tem áreas de escape, o que certamente é um convite tentador para possíveis intervenções do safety-car.
 
E, neste ano, além de todos os desafios, a região do circuito de Marina Bay foi atingida por névoa de poluição, causada por queimadas nas florestas da Indonésia. A Agência Nacional de Meio-Ambiente de Cingapura também já classificou o clima como insalubre. Porém, apesar dos avisos, a organização do GP vai manter a programação da F1 sem alterações.
Largada do GP de Cingapura (Foto: Getty Images)
2) HAMILTON COMO SENNA
 
Não é segredo algum a enorme admiração que Lewis Hamilton sente por Ayrton Senna. O brasileiro é o grande ídolo do inglês, que já teve as cores de seu capacete inspiradas no desenho icônico do tricampeão. Hamilton também nunca escondeu que tem como objetivo igualar os números de Ayrton. E essa meta está perto de ser batida. Ao menos em número de vitórias. 
 
Quando cruzou a linha de chegada em primeiro no GP da Itália, há quase duas semanas, o britânico celebrou o 40º triunfo na F1 em nove temporadas. E agora está a apenas uma vitória de Senna, que possui 41 conquistas em seus dez anos de Mundial. 
 
Certamente, será um momento único para Hamilton se repetir em Cingapura, neste fim de semana, a vitória dominante de 2014. Ainda, se conseguir, Lewis chegará a 41 vitórias em 161 GPs disputados. Exatamente como fizera seu ídolo nos anos 1990.
 
“Meu sonho sempre foi igualar Ayrton Senna”, disse Hamilton durante uma premiação na semana passada, na Inglaterra. “Sempre quis ser como ele, quis guiar como ele, quis inspirar uma nação como ele fez. Ele era um herói no Brasil”, lembrou o britânico, emocionado por estar muito perto de igualar o brasileiro. “E pensar que ele tinha 161 GPs e venceu 41 e eu estou a 160 GPs e 40 vitórias”, complementou.
Hamilton está a uma vitória de igualar Ayrton Senna na F1 (Foto: AP)
3) PUNIÇÕES QUE COMPENSAM?
 
As duas primeiras provas da segunda fase da temporada 2015 da F1 — Spa-Francorchamps e Monza — foram uma dor de cabeça para McLaren e Red Bull. Isso porque são pistas que exigem da força do motor, e isso é algo que ambas não possuem. As unidades de Honda e Renault, respectivamente, ainda pecam em termos de potência, por isso as duas equipes tiveram de lidar com suas dificuldades de forma bem peculiar, usando o regulamento a seu favor.
 
A Honda, a mais problemática das duas, promoveu trocas seguidas entre os GPs da Bélgica e da Itália como forma de pagar todas as punições previstas no livro de regras em circuitos em que não teria muito como lutar de maneira mais competitiva. Assim, a equipe britânica vai chegar a Cingapura com motores novos e sem preocupação em ter de largar do fundo do grid.
 
Assim sendo, o MP4-30, que vai melhor em pistas de baixa velocidade, poderá fornecer a Jenson Button e Fernando Alonso um desempenho mais consistentes. Os dois, inclusive, destacaram a adaptação do carro a esse tipo de circuito. 
 
O mesmo pode ser dito da Red Bull, embora a montadora francesa não tenha abusado tanto do regulamento quanto a Honda. Ainda assim, equipe austríaca, em conjunto com a Renault, também procurou antecipar as inevitáveis mudanças dos motores de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat na Itália. A Toro Rosso também promoveu alterações semelhantes com Carlos Sainz e Max Verstappen.
McLaren nutre esperança de desempenho melhor em Cingapura (Foto: AP)
4) EX-PONTO FRACO 
 
Ao contrário das duas equipes citadas antes, a Williams não conseguiu se entender ainda com traçados de baixa velocidade. E essa é uma dificuldade recorrente do FW37 e que certamente mina as chances do time de oferecer uma resistência maior à Ferrari, a rival direta em 2015. Na Hungria e em Mônaco, os dois traçados mais lentos encarados até aqui em 2015, o time sequer foi capaz de pontuar. E Cingapura é a terceira e última pista de baixa velocidade do calendário.
 
Mas agora Rob Smedley, chefe de performance da equipe britânica, pensa diferente para a etapa deste fim de semana. E justifica o otimismo por conta de um pacote de atualizações, desenvolvido para o traçado que tem nada menos que 23 curvas.
 
"Apenas precisamos reagir, continuar trazendo o que pudermos em todas as áreas, não podemos ficar parados. Estou esperando que, com as mudanças que vamos fazer, vamos voltar a estar no mesmo nível da Ferrari em Cingapura", disse Smedley.
 
A esquadra de Grove vem de um ótimo GP na Itália, que viu Felipe Massa em terceiro e Valtteri Bottas em quarto. Os dois pilotos ainda disputaram acirradamente o último lugar do pódio nas voltas finais em Monza. 
Williams busca mudar sina em pistas de baixa velocidade (Foto: AP)
5) A REGRA É CLARA
 
Depois de toda a confusão do fim do GP da Itália, quando a FIA apontou irregularidades no carro de Lewis Hamilton em uma verificação técnica quanto à pressão dos pneus, a Pirelli decidiu trabalhar em conjunto com a entidade máxima do esporte para esclarecer e tornar mais claro os procedimentos para a medição das pressões dos pneus. E isso começa a partir do GP de Cingapura deste fim de semana.
 
A fornecedora italiana, inclusive, enviou um comunicado em que explicando a nova conduta. "Nos próximos dias, vamos definir, em conjunto com a FIA, um procedimento para mais claro para permitir que as equipes sigam mais facilmente as regras do uso dos pneus", disse a Pirelli em nota antes do GP de Cingapura.
 
"Isso é importante para evitar quaisquer desentendimentos, dando aos times indicações mais precisas para obedecer, assim evitando o que ocorreu com a Mercedes em Monza", completou a empresa.
 
A nota veio também depois que a própria FIA cobrou especificações mais claras da fabricante de Milão.

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