Grosjean anuncia saída da Haas e indica despedida da F1 ao fim de 2020

“Capítulo fechado, livro terminado”. Foi com essas palavras que Romain Grosjean ‘furou’ o anúncio da Haas, confirmando que não renova contrato para 2021 após cinco anos de parceria. O francês dificilmente segue no grid da Fórmula 1 na próxima temporada

Romain Grosjean deixa de ser piloto da Haas ao fim de 2020. A mudança, já prevista ao longo dos últimos meses, foi confirmada pelo próprio na manhã desta quinta-feira (22). O francês se antecipou e ‘furou’ o anúncio da equipe, confirmando que não vai renovar contrato para 2021.

O anúncio veio através das redes sociais, e com mensagem enigmática. O anúncio veio acompanhado da frase “o capítulo está fechado e o livro está terminado”, que pode ser interpretada como a confirmação também de uma provável saída do grid da F1 no fim da temporada. Romain, entretanto, não foi explícito nesse sentido.

Romain Grosjean se despede da Haas (Foto: Haas)

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“Foram cinco anos durante os quais passamos por altos e baixos, somando 110 pontos em 92 corridas”, disse Grosjean, refletindo sobre os cinco anos na Haas. “A jornada valeu a pena. Aprendi muito, tornei-me um piloto melhor, assim como um homem melhor. Espero que tenha ajudado as pessoas na equipe a melhorarem elas próprias. Esse provavelmente é meu maior orgulho, mas até do que as corridas loucas do começo de 2016 ou o quarto lugar na Áustria em 2018”, seguiu.

A saída de Grosjean é o primeiro passo de uma grande reestruturação na Haas. Kevin Magnussen também é dado como saída certa, apesar de ainda faltar confirmação oficial da escuderia a respeito dos dois. Segue a incerteza a respeito de quem seriam os novos pilotos, mas o nome de Nikita Mazepin ganhou força nas últimas semanas: o russo faz bom trabalho na Fórmula 2 e, de quebra, traz um muito necessário suporte financeiro para a escuderia americana.

Grosjean partiu para a Haas em 2016, vindo de uma Lotus em processo de falência. O francês apostou em um projeto de longo prazo, no qual seria primeiro piloto. O começo da jornada foi alucinante: com um sexto e um quinto lugar nos dois primeiros GPs, o futuro parecia brilhante.

Só que não foi bem assim: dificuldades no desenvolvimento do carro deixaram a Haas para trás e sem muito brilho na sequência de 2016 e em 2017. O carro de 2018 era melhor, mas um novo problema surgiu: Romain entrou em uma fase terrível, ficando muito atrás do companheiro Kevin Magnussen.

Os carros de 2019 e 2020 voltaram a ficar devendo, essencialmente acabando com qualquer esperança de um final feliz na relação entre o francês e a equipe.

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