Guia F1 2015: Infiniti Red Bull Racing

A Red Bull perdeu o reinado após quatro anos, mas ao menos começou a preparação muito melhor que no ano passado. Ainda assim, falta um grande passo para chegar perto da Mercedes

Sede: Milton Keynes, Inglaterra
Carro: RB11
Motor: Renault
Principais dirigentes: Christian Horner
Adrian Newey
Dietrich Mateschitz
Helmut Marko
Piloto reserva: Sébastien Buemi
Em 2014: Vice-campeã do Mundial de Construtores (405 pontos)
Melhor resultado: 4 Títulos de Pilotos
4 Títulos de Construtores
Melhor tempo em Jerez: 1min23s901
(Daniel Ricciardo, 13º)
Melhor tempo em Barcelona: 1min24s638
(Daniel Ricciardo, 12º)
Depois de dominar o mundo da F1 por quatro reluzentes anos, a Red Bull teve seu primeiro grande revés em 2014, quando apareceu como a primeira na lista das massacradas pela Mercedes. Apesar de uma pré-temporada caótica no ano passado, o time dos energéticos mostrou certa capacidade de reação e, se é verdade que não conseguiu impedir a festa da Mercedes, pelo menos evitou um festão em 20 atos.

2015, entretanto, começa com uma grande baixa na estrutura rubro-taurina. Cria da casa, Sebastian Vettel fez as malas e rumou para a Ferrari em busca do sonho vermelho. Embora pareça óbvio que o tetracampeão vai deixar saudades na fábrica dos energéticos, é possível dizer que os rubro-taurinos não precisam perder o sono, uma vez que Daniel Ricciardo já provou que tem perfeitas condições de ditar o ritmo dos touros vermelhos.

A grande novidade para 2015, entretanto, é o afastamento de Adrian Newey do dia-a-dia da equipe. Frustrado com o novo regulamento técnico da F1, o reconhecido projetista decidiu se afastar, mas o peso dessa decisão não deve recair sobre o RB11, que ainda é tido como “um projeto de Newey”.

Cria do programa de jovens talentos da Red Bull, Ricciardo mostrou a que veio na temporada 2014 da F1. Escolhido para substituir Mark Webber como companheiro de Sebastian Vettel, o sorridente australiano não se deixou abalar pelo tetracampeão e foi o único a quebrar a hegemonia da Mercedes, subindo ao topo do pódio três vezes no ano passado. Com a saída de Vettel de Milton Keynes, passa a ser a referência do time dos energéticos. As três vitórias em 2014 comprovam que se trata de um talento que ainda vai render grandes louros aos touros.
Se chegou à F1 como campeão da GP3 — em um caminho encurtado —, Kvyat pouco pôde fazer em seu primeiro ano na elite do automobilismo mundial, já que sua Toro Rosso passou em branco na temporada 2014. Ainda assim, venceu a concorrência com o experiente Jean-Éric Vergne pelo posto de Sebastian Vettel no time chefiado por Christian Horner e vai ter de trabalhar duro não só para ocupar o posto deixado vago pelo tetracampeão, mas também para não ser esmagado pelo seu fortalecido companheiro. O russo tem condições de ser um dos destaques do ano.

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