Guia F1 2015: Scuderia Ferrari

Uma renovação completa foi necessária para que a Ferrari começasse a ser Ferrari novamente. A saída de Fernando Alonso e a chegada de Sebastian Vettel foram o pontapé para que os italianos se reencontrassem na F1

Sede: Maranello, Itália
Carro: SF15-T
Motor: Ferrari
Principais dirigentes: Sergio Marchionne
Maurizio Arrivabene
James Allison
Pilotos reservas: Esteban Gutiérrez e Jean-Éric Vergne
Em 2014: 4ª colocada no Mundial de Construtores (216 pontos)
Melhor resultado: 15 Títulos de Pilotos
16 Títulos de Construtores
Melhor tempo em Jerez: 1min20s841
(Kimi Räikkönen, 1º)
Melhor tempo em Barcelona: 1min23s276
(Kimi Räikkönen, 5º)
A Ferrari mudou o bastante para ser considerada uma nova equipe em vários aspectos. Executivos, diretores e engenheiros foram trocados, e o direcionamento parece bem definido. Agora, Sebastian Vettel assume o volante ao lado de Kimi Räikkönen naquele que pode ser último ano.

Em Maranello, os tempos são de mapear e começar a execução do plano que visa levar o time de volta ao topo. Para o primeiro ano, o novo chefe, Maurizio Arrivabene, almeja duas vitórias. Se assim fizer, estará feliz; se fizer mais, já prometeu até andar descalço em uma linda e forte peregrinação.

Embora a SF15-T pareça consistente e o motor Ferrari dê a impressão de ser bem mais forte que em 2014, as rivais Mercedes e Williams saem consideravelmente na frente. A pressão por resultados vai chegar mesmo enquanto a equipe trabalha apenas em se preparar. Caso consiga resistir mantendo seus planos, o time rosso pode esperar um futuro com mais participações no topo que nos últimos anos.

Depois de quatro anos seguidos como o campeão da F1, agora Vettel entra na temporada sob um olhar diferente. 2014 não foi bom para o alemão: muitas críticas feitas e sofridas, e um casamento complicado com o RB10, com o qual simplesmente não se acertou, levaram a uma derrota acachapante para Daniel Ricciardo. Vettel resolveu encerrar sua conexão com a Red Bull para assumir um novo projeto na Ferrari, o de levar o título de volta para Maranello. É a novidade mais importante da Ferrari que já conquistou nos poucos meses de trabalho. Com uma alegria de criança, o novo capitão vai aos poucos levar a equipe ao rumo que foi perdido nas mãos de Fernando Alonso. Capacidade há de sobra.
O retorno à Ferrari, onde foi campeão mundial em 2007, se mostrou mais penoso do que se esperava. Räikkönen não conseguiu ajustar a F14-T à sua maneira. Os 55 pontos com 12º lugar pareciam bem feios olhados sozinhos, mas pioram jogada a luz sobre os 161 pontos de Alonso. Antes do fim do seu contrato, Räikkönen vai ter mais uma chance de mostrar que não está fazendo hora extra na categoria. Com uma nova Ferrari, um carro aparentemente muito melhor e um novo companheiro, agora Sebastian Vettel, Kimi passou bem pela pré-temporada. Falta mostrar a vivacidade de outros tempos também quando o GP da Austrália largar.

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