Haas diz que 8º lugar na F1 foi fruto de sacrifícios: “Abrimos mão de 2020 e 2021”
Chefe da Haas, Guenther Steiner explicou que o foco na concepção do carro de 2022, abrindo mão das temporadas 2020 e 2021, foi o fator principal para a subida de rendimento da equipe na F1
A Haas conseguiu subir alguns degraus na temporada 2022 da Fórmula 1, saindo do último lugar de 2021 para a oitava colocação no campeonato deste ano. No entanto, de acordo com o que o chefe Guenther Steiner disse ao GRANDE PRÊMIO em Interlagos, o dinheiro não teve parcela significativa na evolução da equipe. Por outro lado, a decisão de abandonar as temporadas anteriores — sem nenhum ponto somado no ano passado, por exemplo — foi vital para superar AlphaTauri e Williams no Mundial de Construtores.
“Ficamos perto do limite orçamentário esse ano”, informou Steiner. “Nossa performance com relação aos outros times não teve a ver com dinheiro, e sim ao fato de que abrimos mão de 2020 e 2021 para fazer o carro desse ano. Começamos em janeiro, mas você não pode ter um time de pessoas trabalhando perfeitamente desde o primeiro dia”, ressaltou.
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Apesar da subida inegável de rendimento, já que abriu o ano com um quinto lugar de Kevin Magnussen — que estava fazendo seu retorno à categoria — no Bahrein, a Haas viu o ritmo cair consideravelmente nas etapas seguintes. Com dificuldades de obter atualizações para o carro, Steiner espera que, em 2023, o time americano enfim consiga dar o passo à frente que tanto espera.
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“Então, demorou um tempo, mas ainda assim chegamos fortes no começo do ano. Depois tivemos dificuldades, altos e baixos, mas é difícil na Fórmula 1”, admitiu. “Ano que vem, vamos cumprir plenamente com o teto de gastos e, agora, estou muito confiante de que vamos dar o próximo passo como time”, afirmou.
Por fim, a chegada da MoneyGram, empresa americana de pagamentos P2P que terá seu nome estampado na nomenclatura da equipe — o famoso ‘title sponsor’ — trouxe um grande alívio à Haas. Steiner admitiu a importância de ter um parceiro que contribua nas finanças da equipe e avaliou que o talento será mais importante do que a situação econômica das escuderias a partir do ano que vem.
“A MoneyGram é um grande bônus para nós, porque agora podemos fazer o que os outros times fazem”, avaliou. “Acho que, no ano que vem, todo mundo vai cumprir plenamente com o teto de gastos. Não é mais sobre dinheiro, e sim talento. E espero que a gente tenha talento suficiente para avançar”, encerrou Steiner.
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