Hamilton apoia derrubada de estátua de traficante de escravos: “Merece ficar no rio”

Lewis Hamilton não quer homenagens a Edward Colston, escravocrata que teve estátua derrubada na Inglaterra, e sim às vítimas da escravidão. O piloto também criticou o governo britânico

Lewis Hamilton segue atento aos desdobramentos dos protestos antirracismo que se alastram pelo mundo. O movimento começou nos Estados Unidos e já tem impacto na Europa. Principalmente na cidade britânica de Bristol, onde a estátua do traficante de escravos Edward Colston foi derrubada por manifestantes e jogada em um rio. O hexacampeão da Fórmula 1 aplaudiu a ação, destacando que quem merece homenagens são os escravos retirados da África.

“Assisti ao noticiário hoje a respeito da estátua que derrubaram ontem”, comentou Hamilton via Instagram. “Se aquelas pessoas não tivessem derrubado a estátua, que lembrava um racista comerciante de escravos, ela nunca seria retirada. Estão falando sobre levar a estátua para um museu. A estátua desse homem merece ficar no fundo do rio, assim como as 20 mil almas africanas que morreram na jornada até aqui [Reino Unido] e foram jogadas no mar, sem enterro ou homenagem”, apontou.

Lewis Hamilton segue se posicionando via redes sociais (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

“Ele roubou essas pessoas de suas famílias, de seus países e não pode ser celebrado. Deveria ser substituído com uma homenagem a todos aqueles que ele vendeu, todos aqueles que perderam suas vidas”, frisou.

A estátua de Colston foi erguida em 1895, mais de 100 anos após sua morte. A intenção era homenagear iniciativas filantrópicas do comerciante. Entretanto, o passado escravocrata gerou um debate, em Bristol, sobre a legitimidade da estátua. A cidade ainda não havia tomado postura definitiva sobre a homenagem antes da derrubada forçada.

Hamilton critica governo britânico por resposta ao coronavírus

Na mesma publicação, Hamilton fez questão de manifestar seu dissabor com a atuação do governo britânico durante a pandemia do coronavírus. O Reino Unido superou a marca de 40 mil mortes, a segunda maior do mundo de acordo com dados oficiais.

“Estou aterrorizado pela forma com que o governo britânico lidou com a Covid-19. Vocês deveriam ter fechado as fronteiras meses atrás. É chocante deixarem as pessoas entrarem, vindas de outros países, sem realizar testes. Vocês poderiam salvar milhares de vidas. Precisamos de líderes melhores”, opinou.

O governo britânico esteve no olho do furacão desde o começo. O próprio primeiro-ministro Boris Johnson contraiu Covid-19, passando até mesmo pela UTI antes de receber alta. O país começa a relaxar medidas, o que já permite os planos de realizar o GP da Inglaterra em agosto.

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