Hamilton reconhece pressão maior ao ver diferença para Vettel aumentar, mas diz: “Não é o fim do mundo”

Lewis Hamilton se mostra em alerta depois de ver a diferença para Sebastian Vettel no Mundial de Pilotos aumentar pela segunda corrida consecutiva. Nada menos que 20 pontos separam os dois principais postulantes ao título, embora o britânico lembre que tal diferença pode ser superada em apenas uma corrida

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As últimas duas corridas da temporada foram complicadas para Lewis Hamilton. No Azerbaijão, um insólito problema no encosto de cabeça o levou a cumprir um pit-stop não programado que acabou por lhe tirar as chances de vitória na explosiva corrida em Baku. Duas semanas depois, na Áustria, o tricampeão foi punido em razão da troca de câmbio, perdeu cinco posições no grid e teve de se contentar com o quarto lugar. Enquanto isso, Sebastian Vettel, mesmo sem ter vencido, aumentou a diferença de 12 para 20 pontos neste período. Hamilton reconheceu que a pressão cresce ao passo em que os números aumentam, mas por outro lado sabe que tudo pode mudar em apenas uma corrida.

 
“Agora mesmo estou a 20 pontos. Não tenho bola de cristal. Como vou mudar a situação? Ainda falta um longo caminho a percorrer, e isso pode mudar facilmente dentro de uma corrida”, comentou o britânico em entrevista coletiva logo após a corrida em Spielberg, onde tentou, sem sucesso, ultrapassar Daniel Ricciardo nas últimas voltas.
Lewis Hamilton reconhece que a pressão cresce ao passo em que aumenta a diferença para Vettel (Foto: AFP)
“Quanto maior a diferença, mais pressão se acumula porque a corrida seguinte pode acontecer algo ruim, ou ter um abandono, o que é inevitável para muitos de nós”, salientou Lewis, na esperança de que seu grande rival, Vettel, sofra com algum abandono, um zero na tabela do Mundial de Pilotos, para poder descontar a diferença.
 
“Tenho certeza de que vai acontecer algo com ele, certeza de que pode acontecer algo com Kimi, e também da minha parte, já que não sofri [nenhum abandono] neste ano, e geralmente sempre acontece em cada temporada”, salientou.
 
Hamilton, aliás, perdeu a chance de chegar ao tetra em 2016 justamente em razão de um abandono. A falha no motor que o levou a deixar o GP da Malásia, quando liderava a prova, foi decisiva para que Rosberg permanecesse na liderança e conquistasse seu único título mundial.
 

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No fim das contas, Lewis procura não esquentar tanto a cabeça com a diferença para Vettel, ainda mais porque ainda faltam 11 corridas para o fim da temporada. Para basear sua confiança, o britânico ressaltou a dinâmica da corrida do último domingo, quando conseguiu marcar o máximo que lhe foi possível ao largar de oitavo lugar.

 
“A diferença não é grande, mas poderia ter ser de 30, 40 pontos. Não sei se foi uma limitação dos danos como um todo ou um sucesso quando te punem e precisa largar de oitavo ao invés de terceiro, o que é muito diferente. Mas não é o fim do mundo. Consegui marcar bons pontos porque fiz o melhor resultado que poderia ter feito”, concluiu o tricampeão.
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