Hamilton reitera querer ficar na Mercedes, mas diz: renovação “não é prioridade agora”

Lewis Hamilton deixou claro que não vê seu futuro na Fórmula 1 longe da Mercedes e disse que vai conversar sobre a sua permanência com Toto Wolff nos próximos meses: “É notável o que fizemos juntos ao longo desses anos. E ainda não terminamos”, avisou

Embora tenha dito que a renovação do seu contrato com a Mercedes seja provavelmente uma mera formalidade, Lewis Hamilton ainda não definiu a permanência na equipe hexacampeã do mundo. No momento, somente Valtteri Bottas teve seu vínculo estendido — por mais um ano —, mas o recordista de vitórias na Fórmula 1 ao lado de Michael Schumacher disse que o assunto não é uma prioridade, mas sim o trabalho que vem sendo desempenhado nesta temporada que tem tudo para consagrá-lo como heptacampeão mundial de Fórmula 1.

Hamilton apontou dois fatores em específico, a pandemia e o tempo de duração do novo vínculo, como fatores que adiam, neste momento, a definição sobre seu futuro na Mercedes.

“É muito relevante, diria, em termos de como estão os tempos. Não tomei nenhuma decisão. Quero ficar e acho que, quando nos sentarmos, normalmente são períodos de três anos, mas, claro, estamos numa época diferente”, afirmou o piloto de 35 anos na última quinta-feira (22) em entrevista coletiva no Autódromo Internacional do Algarve, palco do GP de Portugal de F1 neste fim de semana.

“É notável o que fizemos juntos ao longo desses anos. E ainda não terminamos”, disse Hamilton sobre Toto Wolff (Foto: Mercedes)

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Do Canadá/2007 a Eifel/2020: como Hamilton alcançou Schumacher em número de vitórias

“Acho que se você olhar para o curto prazo, você poderia dizer que haverá empresas e negócios que estão sofrendo nesse tempo. A Mercedes, eu diria, está subindo. Acho que agora eles estão num lugar muito melhor, mas o mundo todo sofreu um grande impacto neste ano”, salientou.

Hamilton também mencionou a revolução que a Fórmula 1 está prestes a viver a partir de 2022 por conta de um regulamento técnico totalmente novo, novos carros, pneus e também com mudanças no regulamento desportivo e com o teto orçamentário já em vigor.

“Querer continuar por três anos também é uma questão. Há muitas, muitas questões a serem respondidas. Também estamos entrando numa nova era do carro em 2022, então fico empolgado com o que pode acontecer em 2022 em termos de como vão ser os carros”, disse.

“Essas são coisas sobre as quais vamos falar naturalmente, mas acho que ganhei a posição para poder ficar por um período de tempo decente, então o tempo vai dizer. Não posso falar muito mais. Espero que você ouça algo nos próximos meses”, assegurou Hamilton.

O hexacampeão, no entanto, avisou que não tem pressa para discutir o assunto neste momento em que luta para chegar aos sete títulos mundiais e ser o maior de todos os campeões ao lado de Schumacher. “Em algum momento, acho que temos de sentar e ter uma conversa, mas não é uma prioridade agora. Fazer o trabalho deste ano, para mim, pessoalmente, é a prioridade. É nisso que estou exclusivamente focado no momento”.

Questionado se, neste período, chegou a conversar com uma rival da Mercedes, Hamilton deixou claro: não há o menor interesse em mudar de ares.

“Não falei com mais ninguém e não pretendo fazê-lo. Em algum momento, Toto [Wolff, chefe e diretor-esportivo da Mercedes] e eu vamos sentar e trabalhar nosso caminho para a frente. Conseguimos muito juntos, é notável o que fizemos juntos, eu acho, ao longo desses anos. E ainda não terminamos”, garantiu.

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