Hamilton vê protesto de atletas como “coisa global” e admite se manifestar em Austin: “Todos devemos nos unir”

Lewis Hamilton manifestou seu apoio aos atletas que estão protestando nos Estados Unidos contra o racismo e a violência policial. Piloto da Mercedes admitiu se juntar às manifestações durante a passagem da F1 por Austin

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Lewis Hamilton admitiu que considera se ajoelhar durante a execução do hino dos Estados Unidos no GP em Austin. A corrida no Circuito das Américas está marcada para o dia 22 de outubro.
 
Pelas redes sociais, Hamilton já manifestou seu apoio à campanha antirracismo, que ganhou força nos Estados Unidos após criticas do presidente Donald Trump.
 
Na última semana, Trump atacou atletas da NFL que se ajoelham durante o hino nacional em protesto contra o racismo e a violência policial contra negros nos Estados Unidos. O protesto começou ainda em 2016, quando Colin Kaepernick passou a se ajoelhar antes dos jogos do San Francisco 49ers, mas ganhou corpo ao longo do tempo.
Lewis Hamilton admitiu se juntar aos protestos nos EUA (Foto: AFP)
No último dia 22, durante um comício no Alabama, Trump criticou os protestos, que classificou como “antipatrióticos”, e, além de usar palavras chulas para se referir aos atletas, sugeriu que os manifestantes sejam demitidos.
 

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A polêmica com a NBA tem uma origem um pouco diferente. Tradicionalmente, as equipes vencedoras das ligas americanas visitam a Casa Branca, mas Stephen Curry, astro do Golden State Warriors, admitiu que votaria contra uma ida de sua equipe à residência oficial do presidente. Trump, então, reagiu pelo Twitter e retirou o convite.
 
A reação na liga foi igualmente veloz, com LeBron James, um dos principais jogadores da atualidade, assumindo a linha de frente ao declarar que “ir à Casa Branca era uma honra até você chegar”.
 
“Eu nem sequer pensei sobre aquela corrida, mas, claro, terei de começar a pensar a respeito ― o que seria certo para eu fazer ou eu sequer devo me envolver?”, disse Hamilton entrevista ao jornal britânico ‘The Sunday Times’. “Não é o meu hino nacional, mas o problema que é nos Estados Unidos… bom, não é só nos Estados Unidos, é uma coisa global. Está mais focado e provavelmente seja pior na América. Acho que nós todos devemos nos unir”, continuou.
 
Mesmo sem ainda saber de que forma se posicionar durante a corrida em Austin, Hamilton se colocou ao lado dos atletas que protestaram contra Trump.
 
“É importante que todos se levantem por aquilo que acreditam”, defendeu. “Não planejo ser mais político, mas sinto que todos nós devemos nos levantar e defender o que acreditamos”, comentou.
 
“Isso cabe a todos que têm liberdade de expressão e acho que todos nós podemos desempenhar um papel em tentar fazer a diferença no mundo. Particularmente, se seu líder não está ajudando nessa área”, opinou.
 
No início da semana, Hamilton postou no Instagram um vídeo de um cachorro ‘atacando’ um boneco de Trump. O vídeo causou polêmica e foi rapidamente removido, mas Hamilton negou ter tirado sua postagem do ar. Muitos acreditam, porém, que foi uma ordem da Mercedes.
 
 
“Esta é uma história muito controversa e polarizadora”, disse Wolff. “Eu não gostaria de me envolver em política. Os sentimentos de Lewis em relação aos direitos humanos são muito fortes e acho que ele quis mostrar isso, mas talvez ele deva repensar no uso do Instagram como um canal de comunicação. Mas consigo me relacionar com os sentimentos dele”, comentou.
 
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