Honda crê em blefe das rivais que desprezam perda de potência com novo combustível
Yasuaki Asagi foi o diretor de desenvolvimento do novo motor da Honda para a Red Bull na Fórmula 1. Segundo ele, equipes estão ignorando efeito do combustível E10
A revolução da Fórmula 1 em 2022 vai além de apenas novos carros: estava também nos combustíveis. A categoria adotou o combustível E10, uma versão mais sustentável que mistura 90% de combustível fóssil e 10% de etanol. De maneira geral, a mudança tem sido tratado como pequena frente às questões aerodinâmicas e de outras partes dos carros, mas a Honda acha que as equipes estão, na verdade, tentando ignorar um problema bastante real.
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De acordo com Yasuaki Asagi, que foi o diretor de desenvolvimento dos motores da Honda para a temporada 2022, o novo combustível vai causar uma perda de potência significativa. A Honda desenvolveu o motor de 2022 ao lado da Red Bull antes de deixar, ao menos oficialmente, o cenário da F1.
No começo do ano, Helmut Marko, consultor da Red Bull, havia falado sobre a busca da Honda por soluções da perda de potência. A imprensa italiana, por exemplo, acredita que a Ferrari já encontrou uma solução para resolver a perda de potência em conjunto com sua parceira de combustíveis, a Shell. Mesmo assim, a Honda crê que nas que as equipes estão blefando ao ignorarem a perde de rendimento.

“Isso é um segredo”, falou sobre como será perda de potência. “Parece que outras companhias dizem que têm a mesma potência [do combustível passado], mas, ao contrário, fazer um anúncio assim também significa que é difícil conseguir a mesma potência do ano passado”, disse à revista inglesa Autosport.
“A resposta do combustível E10 é o maior desafio. A arquitetura do motor já tinha sido definida, então fizemos mudanças para tirar o melhor desempenho possível do E10. No que diz respeito a este combustível, a potência e energia, na relação com o mesmo peso, ficam reduzidas. É uma característica do combustível baseado em álcool”, avaliou.
“Por outro lado, a combustão fora do normal do combustível antigo será muito mais fácil de controlar agora. Miramos na eficiência máxima, mas, com o combustível E10, a potência do motor e a potência gerada vão diminuir”, garantiu.
De acordo com Asagi, toda a parte pesada do trabalho foi feita no ano passado. Segundo ele, não seria possível pensar nisso apenas depois da briga pelo título encerrar.
“Sempre há pequenos detalhes e correções se houver problemas, mas, se você não tivesse terminado o conceito até o fim do ano passado, não teria como terminar para a temporada”, finalizou.
Os carros e suas novidades começam a ir para a pista a partir dos primeiros testes coletivos de pré-temporada, em Barcelona, entre os dias 23 e 25 de fevereiro.
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