Honda fala em “tirar atraso” com Aston Martin, mas garante: “Sabemos onde melhorar”
Shintaro Orihara, engenheiro-chefe da Honda, também reconheceu que gostaria de completar mais voltas no Bahrein e que há trabalho a fazer na F1 2026
A Aston Martin apresentou sinais de preocupantes durante os três dias de testes de pré-temporada da F1 no Bahrein, realizados nesta semana, que lançaram dúvidas sobre o desempenho do motor Honda. Shintaro Orihara, diretor de pista e engenheiro-chefe da montadora, admitiu que ainda há trabalho a fazer, mas afirmou que sabe onde melhorar.
As expectativas em torno da Aston Martin na F1 2026 são altas devido ao grande investimento de Lawrence Stroll, proprietário da equipe, na estrutura em Silverstone. Além de manter Fernando Alonso e firmar parceria com a Honda, o time melhorou consideravelmente a sede e trouxe Adrian Newey para liderar a parte técnica e assumir a chefia da estrutura.
No entanto, o que foi demonstrado até agora em pista não tem correspondido às expectativas. Além de Lance Stroll e Alonso ficarem distantes dos primeiros colocados no Bahrein, o canadense perdeu boa parte da programação da quarta-feira (11), quando “dados anormais” no motor Honda paralisaram as atividades da Aston Martin. Posteriormente, a unidade de potência precisou ser substituída.
Ao menos, ao longo dos testes no Bahrein, a Aston Martin apresentou maiores velocidades finais dia após dia. Na quarta-feira, o motor Honda empurrou o carro para 303 km/h, saltando para 318 km/h na quinta-feira (12) e 326 km/h na sexta-feira (13), o que indica um aumento gradual de potência.

Orihara confirmou que a Honda gostaria de ter completado mais voltas durante a semana de testes e destacou que ainda se trata do início da parceria com a Aston Martin, que também precisa de adaptações.
“Claro, queríamos completar mais voltas, mas precisamos lembrar que este é nosso primeiro teste oficial com a equipe, então todos nós tivemos muito a aprender com nossa nova colaboração na pista. É certo que ainda temos mais trabalho a fazer, tanto no nosso centro de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) de F1 na HRC Sakura quanto aqui na pista”, disse o engenheiro da Honda.
“Sabemos onde melhorar junto com a equipe e, acreditem, estamos nos esforçando! Com certeza, estamos tentando recuperar o atraso no programa geral de testes, mas acabamos de adquirir uma quantidade significativa de dados e aprendizados importantes da última semana”, concluiu o dirigente da Honda.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.
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