Honda relembra rivalidade e compara Prost × Senna a Leclerc × Vettel

Ayrton Senna e Alain Prost protagonizaram uma das maiores rivalidades da Fórmula 1. 30 anos depois do acidente do GP do Japão de 1989, Eric Silbermann, assessor da Honda, relembra a relação dos antigos companheiros e chega a comparar com Charles Leclerc e Sebastian Vettel

Alain Prost e Ayrton Senna protagonizaram uma das mais memoráveis rivalidades da Fórmula 1. Eric Silbermann, assessor da Honda, relembrou o relacionamento da dupla, citou o famoso acidente de 1989 e chegou a comparar com a situação vivida por Charles Leclerc e Sebastian Vettel.
 
Há 30 anos, os companheiros de McLaren se envolveram em uma das cenas mais memoráveis da categoria. Em Suzuka, Alain chegou com 16 pontos de desvantagem para Ayrton. Na volta 46, então, o que todos já conhecem: os pilotos se chocaram, o brasileiro voltou para a pista, venceu e foi desclassificado, com o ‘professor’ conseguindo seu tri.
 
Então, Silbermann falou um pouco sobre a dupla e também traçou um paralelo com a F1 e os pilotos dos dias de hoje. “Claro que, naquela época, a McLaren era muito organizada em termos de relações públicas. Havia um assessor de imprensa, então fizeram o melhor para manter escondido”, disse.
Sebastian Vettel e Charles Leclerc (Foto: AFP)

“Acredito que teria sido muito pior se acontecesse nos dias de hoje, com as redes sociais. Já sabíamos que não se davam bem. Prost havia dito que Senna recebia os melhores motores. Acredito que é justo dizer que Senna era o favorito da Honda e Prost era quem estava atrás, o piloto já estabelecido que teria de lidar com o novo talento”, seguiu.
 

“Não é diferente do que Prost fez com Niki Lauda ou o que vemos Charles Leclerc fazer com Sebastian Vettel. É apenas um fato da vida de um piloto, um dia é o maioral e, no outro, um jovem piloto chega mais rápido, veloz, mais entusiasmado. Para a mentalidade japonesa, foi um incidente vergonhoso”, continuou.
 
“Para a McLaren, estou certo de que Ron Dennis aprendeu muito sobre gerir pilotos ali. Os pilotos influenciavam muito mais do que agora. Agora, os pilotos são ditos o que dizer, mas Ayrton e Prost diziam o que pensavam. Alguns anos depois, despediram Prost da Ferrari por dizer que pilotar seu carro era como dirigir um caminhão. Era como ter um rotweiller na coleira. Poderia estar preso, mas ainda poderia se virar e te morder”, concluiu.
 

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