Horner acusa aumento de até R$ 125 milhões nos custos das equipes com troca de motores: "Um pouco tarde"
Questão do orçamento dos times da F1 continua gerando impasses. Para o chefe da Red Bull, aumento nos custos não é difícil de ser compensado para uma equipe de sucesso, mas vê que as escuderias menores "vão achar impossível lidar com esse aumento"
A questão financeira há anos ocupa espaço prioritário entre os debates das equipes que formam o grid da F1. Pelo menos desde 2009, o assunto tem gerado grandes polêmicas e chegou a quase provocar uma cisão na categoria por conta dos valores extremamente exorbitantes exigidos para que uma escuderia simplesmente esteja em ação.
Desde então, várias medidas vêm sendo tomadas na direção de limitar o dinheiro movimentado por cada time, mas sem sucesso. A introdução dos motores turbo V6 de 1,6 L em lugar dos V8 aspirados utilizados até o fim de 2013 tinha como objetivo, entre outras coisas, facilitar o orçamento das equipes, mas os primeiros sintomas da modificação já começam a aparecer e indicam que a situação, ao invés de melhorar, piorou.
Quem chegou a esta conclusão foi Christian Horner, chefe da Red Bull, um dos times com maior potencial financeiro na F1. O britânico considerou um aumento que pode chegar até R$ 125 milhões. "É um pouco tarde e os custos vão aumentar significativamente. Os motores serão muito mais caros e trabalhar com eles parece que vai custar o dobro", disse.
"Também acrescentamos quatro testes na temporada, então as equipes só podem culpar a si mesmas, porque as mudanças introduzidas no regulamento do próximo ano terão um impacto dramático nos custos", explicou o chefe do time dos energéticos.
Horner reconheceu que para um time campeão como o rubrotaurino, conseguir mais dinheiro não é um problema, mas para as equipes menores, é quase impossível. "O impacto nos custos está entre € 25 e € 40 milhões [cerca de R$ 80 a R$ 125 milhões]. Temos que sair por aí e encontrar esse dinheiro, porque a Red Bull não vai compensar esse déficit, e se isso é assim é porque agora temos muito mais sócios no carro."
"Por sorte, temos tido muito sucesso e estamos conseguindo boa verba por premiações e patrocinadores, mas os que estão mais abaixo no grid vão achar impossível lidar com este aumento nos custos em comparação com a verba que arrecadam", completou.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!
