Hülkenberg diz que “coração sangra” com replays do GP do Brasil de 2012

Nico Hülkenberg viu uma reprise do GP do Brasil de 2012, em que bateu com Lewis Hamilton e desperdiçou a chance de até mesmo vencer. O alemão, próximo de deixar o grid, recorda que a pilotagem em Interlagos foi digna dos "livros de história"

Nico Hülkenberg se aproxima do fim da carreira na Fórmula 1 – ao menos por enquanto. Demitido pela Renault e incapaz de encontrar outra vaga, o alemão está sem vaga para 2020. Olhando para trás, em uma passagem de nove temporadas pelo grid, o alemão não parece ter dúvidas de qual foi o momento mais doloroso: o GP do Brasil de 2012, em que bateu com Lewis Hamilton enquanto lutava pela liderança.
 
"É curioso. Semana passada eu estava na minha cama e fui acompanhar corridas clássicas na Sky [emissora britânica]. Eu liguei e era essa corrida [GP do Brasil de 2012]", comentou Hülkenberg. "Eu estava liderando, assisti tudo novamente e fiquei com meu coração sangrando. Aquele era para ser o dia. Tipo, antes do safety-car eu estava liderando com 50s de vantagem. Essa foi uma corrida especial em um dia especial para um Hülk muito jovem. Aquela foi uma das pilotagens especiais, para os livros de história", destacou.
 
A corrida corria de forma perfeita para Nico, líder após uma estratégia certeira da Force India, aliada a uma pilotagem livre de erros. Todavia, tudo deu errado na volta 54 de 71, quando Hülkenberg, brigando por posição com Hamilton, perdeu controle e bateu. O britânico abandonou no ato, enquanto o alemão seguiu na prova, ainda em segundo. Um drive-through, entretanto, causou uma queda para o quinto lugar e o fim do sonho daquele que seria o primeiro e único pódio na F1.
Nico Hülkenberg (Foto: LAT/Forix)
Com a passagem pela categoria próxima ao menos de uma interrupção, Nico pede tempo para reavaliar o futuro e decidir o que será da carreira.
 
"Eu já sabia há algum tempo que isso ia acontecer, mas estou tranquilo a respeito disso. Uma parte de mim está empolgada pelo que vem pela frente, sabe. Encerrar esse capítulo e começar um novo. O que pode acontecer ou não no futuro… Eu não sei e ninguém sabe. 
Para mim, é uma questão de me afastar um pouco. Quero me desconectar do automobilismo por uns meses e aí ver o que eu quero, tanto na minha cabeça quanto no meu coração, e aí decidir", encerrou.
 
Hülkenberg soma 178 GPs de F1, com uma pole e duas voltas mais rápidas – mas sem um único pódio. A passagem pela Renault rendeu bons pontos, mas a escuderia optou por contratar Esteban Ocon para 2020.
 

A F1 volta a acelerar em Abu Dhabi neste sábado, a partir de 7h (horário de Brasília) com o terceiro treino livre, enquanto a classificação está marcada para 10h. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REALSiga a cobertura aqui.

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