Hülkenberg nega ter se tornado segundo piloto e demonstra confiança: “Eu sou uma máquina”
A presença de Carlos Sainz não incomoda Nico Hülkenberg: nem para o bem nem para o mal. O piloto alemão afirmou que o companheiro de equipe não influencia nas suas marcas pessoais e que a determinação está na sua própria vontade de correr
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A carreira de Nico Hülkenberg, apesar de sólida, não conta com nenhuma subida ao pódio desde que se iniciou, em 2010. O piloto, que é bastante elogiado pelo grid, nunca encontrou oportunidade de guiar em uma equipe de ponta e hoje, aos 30 anos, se vê questionado pelo talento de seu companheiro de Renault, Carlos Sainz.
Hülkenberg reconhece o talento do jovem espanhol, porém, não acredita que tenha perdido a posição de primeiro piloto do time. Sobre o ritmo da equipe nas corridas, o alemão disse estar ainda muito longe do objetivo e das esquadras de maior nível. A Renault, hoje, é a quarta colocada no Mundial de Construtores, mas encontra uma diferença – de 122 pontos – para o terceiro lugar, ocupado pela Red Bull.
“No momento, ainda estamos muito longe. No Canadá, nós levamos uma volta dos seis melhores caras, o que é obviamente muito, uma grande lacuna. Mas você precisa ver a progressão desde que a Renault voltou. Do ano passado para esse, fizemos melhorias realmente boas”, afirmou Hülkemberg ao site ‘GrandPrix247.com’.

Nico Hülkenberg não atribui performance à pressão de Carloz Sainz dentro da equipe (Foto: Renault)
A chegada de Carlos Sainz não altera as estruturas do time. O #55, vindo da Toro Rosso, já mostrou sua competitividade e o talento que tem para conduzir o carro na pista. Além disso, a constância nas classificações e na zona de pontuação fazem do espanhol um dos jovens mais elogiados do grid. Entretanto, Hülkenberg nega que tenha ele tenha alguma influência sobre seu ritmo de corrida. O alemão se mantém na sétima colocação do Mundial de Pilotos, com 42 pontos, 14 a mais que Sainz, em décimo lugar.
“Eu realmente não concordo com isso. Eu acho que no ano passado, sim, eu estava mais confortável, digamos que eu sempre estava tranquilo. Mas eu não sinto que ter um companheiro de equipe mais perto faz você encontrar coisas extras. Olhando para o ano passado, estou bastante confiante de que não houve uma vez na qualificação ou na corrida em que eu tive um desempenho ruim por causa disso”, completou.
“Eu não vejo isso por causa da minha própria ambição, meu próprio desafio é sempre tirar o melhor de mim e do meu carro. Eu não preciso de alguém para me impulsionar a fazer isso. Eu sou alemão, eu sou uma máquina, eu apenas faço o meu trabalho”, encerrou Hülkemberg.
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