Invicta compara “negócio do século” Fornaroli a Bortoleto e questiona falta de interesse da F1

Chefe da Invicta, James Robinson comparou Leonardo Fornaroli a Gabriel Bortoleto e disse que está surpreso com o fato de nenhuma equipe da Fórmula 1 ter demonstrado interesse em contar com o atual líder da Fórmula 2

Chefe da Invicta, James Robinson rasgou elogios a Leonardo Fornaroli e até chegou a fazer uma breve comparação entre o crescimento apresentado pelo italiano ao longo da atual temporada e o que foi visto de Gabriel Bortoleto em 2024. O dirigente também questionou o fato de o atual líder da Fórmula 2 não ter sido contratado por nenhuma equipe da Fórmula 1, o que, nas palavras dele, seria “o negócio do século” no automobilismo.

Depois de conquistar o título da Fórmula 3 no ano passado, o jovem de apenas 20 anos mostrou as credenciais logo no ano de estreia na principal categoria de acesso e se colocou como um dos favoritos ao título. Com sete pódios conquistados, incluindo duas vitórias em sprint, na Inglaterra e na Bélgica, e uma em corrida principal, na Hungria, o #1 do time britânico somou 154 pontos e abriu uma vantagem de 17 tentos em relação a Jak Crawford, segundo colocado.

“Obviamente, pelo segundo ano consecutivo, trouxemos o campeão da F3 para a equipe. E, naturalmente, as expectativas são altas”, começou Robinson em entrevista ao site da revista inglesa Autosport. “Tendo trabalhado com Gabi no ano passado, que agora está mostrando seu nível de habilidade na F1, as expectativas provavelmente eram irracionalmente altas para Leo”, seguiu.

“Passamos muito tempo tentando equilibrar isso, pelo bem dele. Na verdade, descobrimos que — e não quero fazer muitas comparações com Gabi — o desenvolvimento dele tem sido tão forte quanto, senão mais forte”, destacou o chefe da Invicta, que fez questão de explicar quais características de Fornaroli mais lhe chamam atenção.

Gabriel Bortoleto foi campeão da F2 em 2024 com a Invicta (Foto: James Gasperotti)

“O que torna Leo único é sua capacidade de execução, e de forma imperturbável, sem cometer erros. Na sprint de Spa-Francorchamps, tínhamos [Victor] Martins que havia acabado de ultrapassar [Amaury] Cordeel pouco antes do safety-car, e ele estava virando voltas muito rápidas. Todos nós dissemos no pit-wall, durante o safety-car, que aquela seria uma corrida muito difícil de vencer”, lembrou.

“Mas Leo simplesmente abaixou a cabeça e começou a fazer volta após volta após volta. Quando a corrida terminou, tinha uma vantagem de 4s ou 5s e venceu com bastante tranquilidade. E fez exatamente o mesmo na corrida principal da Hungria”, sublinhou Robinson, que questionou os motivos de o pupilo não estar no programa de pilotos de uma equipe de F1, assim como Alexander Dunne e Arvid Lindblad, por exemplo, da McLaren e Red Bull, respectivamente.

“Estou impressionado neste momento, sendo sincero, e não consigo entender por que Leo ainda não está em uma equipe de F1. Ele não diria isso, porque, novamente, está focado apenas na próxima corrida, então vejo muito como parte do meu papel dizer o que muitas pessoas da nossa equipe estão pensando. E é absolutamente inacreditável que ele ainda não tenha sido anunciado para um papel na F1 no próximo ano, considerando que a maioria dos outros pilotos entre os sete ou oito primeiros do campeonato fazem parte de academias de equipes da F1”, indagou.

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Invicta questionou falta de interesse de equipes de F1 em Leonardo Fornaroli (Foto: F2)

“Leo é um tipo de escolha ao estilo Moneyball“, enfatizou, referindo-se ao filme estrelado por Brad Pitt e que no Brasil recebeu o nome de ‘O Homem que Mudou o Jogo’, tratando Fornaroli como um piloto das estatísticas. “Ele não faz aquelas grandes manobras arriscadas que alguns pilotos fazem. Não faz dancinhas no pódio. Não é muito midiático. Mas, tendo trabalhado na F1 por 20 anos, sabendo o que as equipes procuram em um piloto, Leo é um cara excepcional no que diz respeito ao desenvolvimento de um carro”, seguiu.

“Se você adotasse uma abordagem mais no estilo Moneyball, Leo seria a escolha mais óbvia para qualquer um. Se você quer desenvolver um carro, precisa de um piloto que entregue consistência, volta após volta, e que possa te fornecer esse ponto de dados estável. Leo faz isso melhor do que qualquer um na F2 atualmente. Seria o negócio do século para uma equipe de F1 neste momento”, encerrou.

Fórmula 1 volta às pistas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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