Capelli sugere que Ferrari deixe hierarquia entre Sainz e Leclerc ser “decidida na pista”

Ex-piloto da F1, Ivan Capelli quer que os pilotos da Ferrari tenham as mesmas chances para disputar a liderança da equipe em 2022

Mattia Binotto, chefe de equipe da Ferrari, revelou que a hierarquia dentro da escuderia italiana será decidida pelo resultado dos pilotos na pista. Em 2021, foi possível assistir a um equilíbrio gigantesco entre Carlos Sainz Jr. e Charles Leclerc, que terminaram separados por míseros 5,5 pontos no Mundial de Pilotos, com o espanhol em quinto, e o monegasco, em sétimo.

Para Ivan Capelli, ex-piloto de Fórmula 1 e que correu pela Ferrari em 1992, a medida proposta por Binotto é interessante. Ele sugere que o time dos carros vermelhos dê oportunidades iguais aos dois pilotos no campeonato.

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“A equipe deve fazê-los começar no mesmo nível, então será a pista que irá definir a hierarquia”, disse Capelli, em entrevista ao site Gazzetta dello Sport. “A Ferrari deve começar a se preparar para gerenciar seus dois pilotos com as mesmas ambições, o mesmo desejo e as mesmas chances de vencer”, acrescentou.

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Carlos Sainz e Charles Leclerc tiveram resultados equilibrados em 2021 (Foto: Scuderia Ferrari)

“Somos italianos que acreditam que precisamos de uma hierarquia na equipe. Tantas vezes os ingleses colocaram duas estrelas na pista, como Mansell-Piquet na Williams, e Senna-Prost na McLaren. A temporada pode criar a hierarquia”, continuou.

Capelli que, em sua carreira subiu a três pódios e participou de 98 GPs, revelou ter ficado impressionado com a chegada de Sainz à Ferrari. Em seu primeiro ano, foram quatro pódios, além de ter ficado à frente de Leclerc no campeonato.

“Sainz teve de se adaptar aos novos métodos de uma equipe que é mais complicada que as outras. Ele fez isso bem. Acredito que saber falar italiano, que ele conhece desde a Toro Rosso, também o ajudou. Ele é um piloto que dá o tom. Ele faz um bom trabalho e gerencia as situações”, explicou.

O ex-piloto também elogiou o #16, mas disse que ele sentiu mais a pressão para tentar assumir a liderança da equipe, já que tem mais tempo de casa. “Charles é mais rápido nas voltas lançadas”, continuou ele. “No ano passado, esperava-se que ele fosse mais o líder da equipe, mas nem sempre conseguiu porque, nos anos anteriores, com Vettel, ninguém pediu nada. Ter pressão nos ombros faz uma grande diferença”, concluiu.

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