Kubica diz que “tem um plano na cabeça”, mas é cauteloso sobre eventual retorno à F1: “O tempo dirá”

Robert Kubica contou que se sentiu muito à vontade ao guiar novamente um carro de F1 e lembrou também que está no auge da sua forma física, muito melhor que nos seus melhores anos como piloto do Mundial. Mas o polonês pediu tempo sobre um eventual retorno ao grid: “O que o futuro vai dizer? Isso está além de mim”

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Junho reservou uma grande surpresa aos fãs da F1 e, sobretudo, a Robert Kubica. O polonês, que sofreu um gravíssimo acidente durante a disputa de um rali na Itália quando vivia seu auge na categoria no início de 2011, praticamente encerrou sua carreira no Mundial por conta das sérias lesões, sobretudo nos membros inferiores. No entanto, pouco mais de seis anos depois do fato que mudou sua trajetória de vida, Kubica voltou a pilotar um carro de F1 ao realizar um teste com o Renault E20 em Valência. 

 
Feliz e muito à vontade com o que conseguiu fazer em termos de pilotagem, o piloto de 32 anos lembrou que as limitações não o impediram de fazer um bom trabalho. Por outro lado, mesmo com planos para o futuro, Kubica prefere ser cauteloso ao falar sobre um eventual retorno à F1.
 
Kubica concedeu entrevista à emissora polonesa Eleven Sports, responsável pela cobertura do Mundial de F1 no país. O piloto sorriu, se emocionou e fez reflexões sobre os últimos momentos vividos e o que espera para o futuro.
 
“Eu tenho um plano na minha cabeça. Eu posso escrever muitos cenários distintos, mas muitas coisas aconteceram na minha vida durante os últimos seis anos e, para ser sincero, muitas coisas mudaram também dentro de mim. Eu vou trabalhar para alcançar minhas metas, metas que eu sou capaz de alcançar. Vou tentar fazer acontecer. É muito cedo para falar sobre o futuro, o que vai acontecer. Não sei o que vai acontecer”, disse o piloto.
 
“Só sei de uma coisa: estou no totalmente no controle disso. Vou me preparar para alcançar objetivos mais altos. Há três meses, minha meta era testar um carro de F1 e acho que eu me preparei muito bem. Qual é a minha nova meta? Soaria estúpido se eu dissesse que não tenho novas metas. Ganhei um enorme impulso após o teste em Valência e minha confiança é muito maior agora. Sei o quanto as minhas limitações estão influenciando minha pilotagem, e isso é um aspecto positivo. O que o futuro vai dizer? Isso está além de mim”, acrescentou.
 
No paddock da F1, o nome de Kubica já começa a circular como um possível substituto de Jolyon Palmer, uma vez que o britânico segue muito pressionado por conta da falta de resultados, e Cyril Abiteboul, diretor da Renault, já expressou várias vezes seu descontentamento. Mas o polonês prefere esperar pelo futuro, embora, no seu discurso, não descarte um eventual retorno à F1.
 
“Me sinto à vontade no cockpit, me sinto em casa. Sei que as expectativas e desejos dos fãs da F1 são para que eu volte, mas não devemos ficar super empolgados sobre isso. O tempo dirá. Aconteceram muitas coisas comigo nesses últimos seis anos e mudou muita coisa em minha pessoa. Vou trabalhar para conseguir meu objetivo, e acho que é possível. É muito cedo para dizer se realmente vai acontecer. Preparei a mim mesmo para os maiores objetivos possíveis. Há dois anos, as pessoas não diziam que não tinha chance de voltar à F1, mas consegui voltar”, comentou o piloto.
 
 
No auge da forma
 
Kubica lembrou também que se sente no auge da forma física. De modo que, caso tenha a chance de guiar um carro da F1 atual, crê que não vai ter grandes problemas. “Trabalhei muito na parte física. Nunca estive tão em forma, nem mesmo em meus melhores anos na F1. Por exemplo, agora peso menos do que em 2008, pela primeira vez na minha vida. No fim das contas, guiar um F1 não assusta tanto”, declarou.
 
“Posso admitir que o F1 é um dos carros mais fáceis para pilotar depois das limitações do meu acidente. Posso dormir melhor porque sei que posso guiar um F1 sem limitações, de forma rápida e consistente. Um dos melhores momentos do teste em Valência foi voltar aos boxes após as primeiras voltas e me dar conta de que nada mudou e tudo estava sob controle. Depois das primeiras três voltas, parecia que estava fora da F1 há apenas um mês, apesar de ter ficado tanto tempo longe”, explicou.
 
Questionado se acredita que teria dificuldades ao pilotar os novos carros da F1, Kubica foi direto. “Para ser sincero, não acho. Os novos carros são rápidos nas curvas, mas não há uma diferença tão grande na comparação com os carros de 2012. Os novos carros são tão rápidos quanto os carros da penúltima temporada, quando o downforce era reduzido. Os padrões antigos estão de volta. As velocidades nas curvas são parecidas em relação a 2008, então, após dez anos, a situação mudou”, salientou.
 
“Fazer a curva 5 ou 10 km/h mais rápido não é um problema, estou muito tranquilo sobre isso. Se eu tiver uma chance de testar esse carro da nova geração, não acho que vai ser um problema para mim. Claro que vou ter de aprender muitas coisas, aprender as novas peças, mas isso é questão de tempo. Mas devemos manter a calma e não me colocar no carro. Se eu tiver uma chance, vou fazer o trabalho da melhor forma que eu puder e vou tentar aprender o máximo que puder, mas isso está além do meu controle”, complementou, novamente com um discurso cauteloso sobre o futuro.
 
 
Kubica e a F1: um caso de amor
 

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Junho reservou uma grande surpresa aos fãs da F1 e, sobretudo, a Robert Kubica. O polonês, que sofreu um gravíssimo acidente durante a disputa de um rali na Itália quando vivia seu auge na categoria no início de 2011, praticamente encerrou sua carreira no Mundial por conta das sérias lesões, sobretudo nos membros inferiores. No entanto, pouco mais de seis anos depois do fato que mudou sua trajetória de vida, Kubica voltou a pilotar um carro de F1 ao realizar um teste com o Renault E20 em Valência. 
 
Feliz e muito à vontade com o que conseguiu fazer em termos de pilotagem, Robert, aos 32 anos, lembrou que as limitações não o impediram de fazer um bom trabalho. Por outro lado, mesmo com planos para o futuro, Kubica prefere ser cauteloso ao falar sobre um eventual retorno à F1.
 
Kubica concedeu entrevista à emissora polonesa Eleven Sports, responsável pela cobertura do Mundial de F1 no país. O piloto sorriu, se emocionou e fez reflexões sobre os últimos momentos vividos e o que espera para o futuro.
Robert Kubica testou com a Renault em Valência (Foto: Renault)
“Eu tenho um plano na minha cabeça. Eu posso escrever muitos cenários distintos, mas muitas coisas aconteceram na minha vida durante os últimos seis anos e, para ser sincero, muitas coisas mudaram também dentro de mim. Eu vou trabalhar para alcançar minhas metas, metas que eu sou capaz de alcançar. Vou tentar fazer acontecer. É muito cedo para falar sobre o futuro, o que vai acontecer. Não sei o que vai acontecer”, disse o piloto.
 
“Só sei de uma coisa: estou no totalmente no controle disso. Vou me preparar para alcançar objetivos mais altos. Há três meses, minha meta era testar um carro de F1 e acho que eu me preparei muito bem. Qual é a minha nova meta? Soaria estúpido se eu dissesse que não tenho novas metas. Ganhei um enorme impulso após o teste em Valência e minha confiança é muito maior agora. Sei o quanto as minhas limitações estão influenciando minha pilotagem, e isso é um aspecto positivo. O que o futuro vai dizer? Isso está além de mim”, acrescentou.
 
No paddock da F1, o nome de Kubica já começa a circular como um possível substituto de Jolyon Palmer, uma vez que o britânico segue muito pressionado por conta da falta de resultados, e Cyril Abiteboul, diretor da Renault, já expressou várias vezes seu descontentamento. Mas o polonês prefere esperar pelo futuro, embora, no seu discurso, não descarte um eventual retorno à F1.
 
“Me sinto à vontade no cockpit, me sinto em casa. Sei que as expectativas e desejos dos fãs da F1 são para que eu volte, mas não devemos ficar super empolgados sobre isso. O tempo dirá. Aconteceram muitas coisas comigo nesses últimos seis anos e mudou muita coisa em minha pessoa. Vou trabalhar para conseguir meu objetivo, e acho que é possível. É muito cedo para dizer se realmente vai acontecer. Preparei a mim mesmo para os maiores objetivos possíveis. Há dois anos, as pessoas não diziam que não tinha chance de voltar à F1, mas consegui voltar”, comentou o piloto.
 
 
No auge da forma
 
Kubica lembrou também que se sente no auge da forma física. De modo que, caso tenha a chance de guiar um carro da F1 atual, crê que não vai ter grandes problemas. “Trabalhei muito na parte física. Nunca estive tão em forma, nem mesmo em meus melhores anos na F1. Por exemplo, agora peso menos do que em 2008, pela primeira vez na minha vida. No fim das contas, guiar um F1 não assusta tanto”, declarou.

“Posso admitir que o F1 é um dos carros mais fáceis para pilotar depois das limitações do meu acidente. Posso dormir melhor porque sei que posso guiar um F1 sem limitações, de forma rápida e consistente. Um dos melhores momentos do teste em Valência foi voltar aos boxes após as primeiras voltas e me dar conta de que nada mudou e tudo estava sob controle. Depois das primeiras três voltas, parecia que estava fora da F1 há apenas um mês, apesar de ter ficado tanto tempo longe”, explicou.

Robert Kubica em entrevista à TV polonesa com um largo sorriso (Foto: Reprodução)
Questionado se acredita que teria dificuldades ao pilotar os novos carros da F1, Kubica foi direto. “Para ser sincero, não acho. Os novos carros são rápidos nas curvas, mas não há uma diferença tão grande na comparação com os carros de 2012. Os novos carros são tão rápidos quanto os carros da penúltima temporada, quando o downforce era reduzido. Os padrões antigos estão de volta. As velocidades nas curvas são parecidas em relação a 2008, então, após dez anos, a situação mudou”, salientou.
 
“Fazer a curva 5 ou 10 km/h mais rápido não é um problema, estou muito tranquilo sobre isso. Se eu tiver uma chance de testar esse carro da nova geração, não acho que vai ser um problema para mim. Claro que vou ter de aprender muitas coisas, aprender as novas peças, mas isso é questão de tempo. Mas devemos manter a calma e não me colocar no carro. Se eu tiver uma chance, vou fazer o trabalho da melhor forma que eu puder e vou tentar aprender o máximo que puder, mas isso está além do meu controle”, complementou, novamente com um discurso cauteloso sobre o futuro.
 
 
Kubica e a F1: um caso de amor
 
No fim das contas, voltar a acelerar um carro de F1 representou muito para Kubica. Primeiro, por perceber que ainda é capaz de pilotar em alto nível. E também como superação depois de tantos anos difíceis na carreira e na vida.
Robert Kubica andou em Valência e percorreu 115 voltas (Foto: Renault)
“Sabia que o teste iria gerar uma grande repercussão. É bacana ver o quanto as pessoas estão falando sobre mim. Parece que não sou tão ruim como algumas pessoas e jornalistas estavam me descrevendo. Algumas pessoas ainda apreciam o trabalho que fiz no passado, quando estava correndo na F1. Não sobraram tantas pessoas dos tempos da Sauber, mas ainda há muita gente da Renault que trabalhou comigo e está lá, e acho que se eles não tivessem boas lembranças, esse teste não teria acontecido. Acho que não foi uma coincidência”, disse.
 
“Nos dois últimos anos, não me envolvi em nenhum grande programa e muitas pessoas não entenderam isso. Não posso dizer que meu plano se confirmou em cada detalhe. Tive momentos difíceis, quando eu tinha quase a certeza de que faria algumas programações diferentes, mas isso não se materializou. Se eu tiver de ser sincero agora, digo que não me arrependo. Um dia em um carro de F1 e uma chance de sentir novamente o que eu amava e ainda amo, o que é minha paixão, me deu muito mais e nunca mudaria isso por nada. Então você não deve desistir, você deve fazer seu melhor e acreditar”, finalizou Kubica.
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