F1

Kubica diz que teste com Williams “não foi fácil”, mas pondera: “É o que você espera da primeira manhã”

Robert Kubica teve a primeira chance de pilotar a Williams FW42. O polonês sentiu um carro que “deu passo adiante” em alguns aspectos, mas “nem tanto” em outros. Independente das impressões iniciais, Kubica ainda não se atreve a prever o real desempenho do bólido na comparação com rivais

Grande Prêmio, de Barcelona / VITOR FAZIO, do Circuito da Catalunha
Robert Kubica teve o primeiro contato com o FW42, carro da Williams para a temporada 2019 nesta quinta-feira (21). Trata-se do quarto dia de testes da pré-temporada, mas não para a Williams, que perdeu a primeira metade da semana ao se atrasar com o desenvolvimento do bólido. O polonês não esconde que os primeiros passos são difíceis, mas fazendo ressalvas: seria difícil esperar algo muito melhor neste momento.
 
A Williams ainda nem focou muito no ritmo do FW42. Com Kubica, o objetivo era ver se estava tudo funcionando ao longo de 48 voltas de atividade.
 
"Hoje foi minha primeira vez, mas antes tarde do que nunca", disse Kubica em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO. "Hoje o dia foi um mix de verificar sistemas e coletar dados para o carro. Não parece o quarto dia de testes, e sim o primeiro. Eu dei 12 voltas só para sentir o carro. Claro que é limitado, mas alcançamos a maior parte das coisas. Não conseguimos tudo, não foi uma manhã fácil, mas ainda veremos", seguiu.
Robert Kubica teve o primeiro contato com a nova Williams (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
"Seria melhor ter uma noção melhor, uma sensação melhor do carro, principalmente porque [o GP da] Austrália não está longe. Precisamos estar prontos do ponto de vista de pilotos e de carro. Nossa realidade é essa e precisamos continuar trabalhando. Os atrasos foram só para os testes e a Austrália está perto. Todos estão focados em Barcelona e em como nosso carro atrasou, mas espero que esse seja só um aspecto negativo e que tudo esteja resolvido para a Austrália", apontou.
 
Kubica foi o décimo dentre os dez pilotos que competiram durante a manhã, conseguindo o tempo de 1min21s542, aproximadamente 4s pior que o registro do líder Alexander Albon. Isso, todavia, em uma sessão sem foco da Williams em ritmo de volta, o que significa dificuldade para analisar o potencial do FW42.
 
"Em alguns aspectos demos um passo adiante. Em outros, nem tanto", explicou Kubica. "A questão é se demos um passo maior para a frente do que o para trás, por causa do regulamento. É uma questão de balanço. Para melhorarmos algumas coisas, você precisa dar um passo adiante maior do que o dos outros. Caso contrário, ficamos como estávamos ano passado. Mesmo assim, ainda é cedo e não é certo para falar das performances dos carros. Ainda veremos na próxima semana. A situação é essa e precisamos concentrar no que temos e no que o futuro será, e não no que o passado foi", comentou.
 
"Hoje eu não consegui focar tanto em pilotar e explorar o carro. Precisei coletar dados, conseguir quilometragem. Não foi uma manhã tão tranquila, mas é o que você pode esperar da primeira manhã com um carro", encerrou.
 
O FW42 foi à pista pela primeira vez na quarta-feira, com George Russell. O britânico não teve muito tempo de pista em uma atividade que serviu principalmente para voltas de instalação.

O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ a pré-temporada da F1 em Barcelona com os repórteres Evelyn Guimarães, Vitor Fazio, Eric Calduch e o fotógrafo Xavi Bonilla. Acompanhe tudo aqui.