Lado a lado: Max Verstappen × Kimi Räikkönen
Max Verstappen chega à F1 com uma banca de quem vai arrebentar, mas com o mesmo temor da época em que Kimi Räikkönen subiu F-Renault direto para a F1. O GRANDE PRÊMIO compara a carreira dos dois antes da categoria máxima
Ah, Verstappen. Estreante em 2015, o holandês carrega nas costas o peso de ser o primeiro menor de idade a largar em um GP. A marca de piloto mais jovem já vinha sendo constantemente batida, sempre por pilotos da Toro Rosso. Kvyat virou um recordista em 2014, superando Jaime Alguersuari – que conseguiu sua marca em 2009. Antes, o mais jovem de todos os tempos era Mike Trackwell, uma nulidade que participou de meia dúzia de GPs em 1981.

Räikkönen foi um fenômeno de sua época. Talentoso, precisou de uma mísera temporada na F-Renault Inglesa, em 2000, para chamar a atenção da Sauber, que eventualmente o contratou.
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Hoje consagrado, o finlandês foi contestado pelos fãs da categoria, que criticavam sua falta de experiência. Esse problema também foi um motivo para a FIA ficar em duvida sobre a emissão de uma superlicença para o futuro campeão.
Passados 14 anos da polêmica de Räikkönen, voltamos ao mesmo debate. Max Verstappen tem em seu currículo uma única temporada na F3 Europeia antes de assinar um contrato com a Toro Rosso. A única diferença é que Kimi tinha 21 anos quando assinou com Peter Sauber.

É marca da equipe italiana contratar pilotos sem experiência alguma, justamente para amadurecerem e eventualmente ser de algum uso da Red Bull. Todavia, para muitos ficou a sensação de que, em 2015, eles tinham ido longe demais.
Mas pode ser que estejamos errados. O desempenho de Verstappen não está nem perto de ser ruim para alguém de sua idade. Venceu dez corridas – com destaque para três vitórias soberanas em Spa – e só perdeu o título porque Esteban Ocon, campeão, mostrou regularidade ímpar. A sensação é a de que sua vida na F1 pode ter algum sucesso. Quando se compara os números do adolescente com os de Räikkönen, o finlandês brilha. Campeão da F-Renault britânica com sobras, venceu a maioria absoluta das corridas. Nas duas vezes em que correu na versão continental do certame – contra nomes como Felipe Massa e Augusto Farfus – fez pole e venceu. Desde então, ficou claro que havia um campeão em potencial dentro do finlandês tímido.
Para comparar as carreiras meteóricas dos dois pilotos, o GRANDE PRÊMIO levantou dados sobre suas caminhadas e conquistas antes de chegar ao ápice.

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