F1

Leclerc mantém Ferrari em alta e lidera manhã do segundo dia em Barcelona. Ricciardo perde DRS e roda

Seja com Charles Leclerc ou Sebastian Vettel, a Ferrari abriu 2019 com o pé direito. O monegasco assumiu o carro italiano e liderou com mais de 1s de vantagem sobre o segundo mais rápido, Antonio Giovinazzi com a Alfa Romeo. O destaque negativo da sessão foi o incidente de Daniel Ricciardo, que rodou após o DRS quebrar na reta principal
Grande Prêmio, de Barcelona / VITOR FAZIO, de Barcelona
O piloto mudou, mas o desempenho da Ferrari na manhã deste terça-feira (19) seguiu empolgante. A equipe italiana, que já tinha causado a melhor impressão com Sebastian Vettel, deu sequência ao bom momento com Charles Leclerc. O piloto monegasco alcançou o tempo de 1min18s247, mais de 1s mais rápido do que a concorrência.
 
O piloto que mais chegou perto de Leclerc foi Kevin Magnussen, 1s mais lento pela Haas. O resultado foi uma boa notícia para uma equipe que vinha de um começo de dia apagado, sem conseguir muita quilometragem. No fim das contas, o dinamarquês ao menos alcançou a marca de 33 giros, segunda pior.

O terceiro mais rápido foi Antonio Giovinazzi, 1s1 mais lento que Leclerc. Detalhe: o monegasco usou pneu C2, segundo mais duro dentre os cinco oferecidos pela Pirelli, enquanto o italiano competiu com C4, o segundo mais macio. O único ponto verdadeiramente em comum entre os dois foi o sucesso na quilometragem: os dois ficaram próximos, girando em torno da casa das 70 e 60 voltas.
Charles Leclerc (Foto: AFP)
O quarto colocado foi Lando Norris, em seu primeiro contato com a nova McLaren na pré-temporada. O britânico chegou ao tempo de 1min19s489, pouco menos de 1s2 mais lento que Leclerc. Pierre Gasly, com quilometragem tão boa quanto a de Leclerc e Giovinazzi, apareceu em quinto.

A tabela de tempos ainda teve Daniel Ricciardo em sexto, Lewis Hamilton em sétimo, Alexander Albon em oitavo e Lance Stroll em nono. A Williams, uma vez mais, não testou.

Hamilton, apesar de novamente não encantar no quesito tempos de volta, pode se gabar de ser o piloto com maior quilometragem. Por detalhes: o britânico chegou ao total de 74 voltas, enquanto Leclerc foi aos 73. O terceiro melhor foi Gasly, pela Red Bull.
 
A manhã teve dois grandes incidentes. A primeira veio um minuto após a bandeira verde: Alexander Albon, sofrendo com pneus frios, rodou sozinho na saída da curva 4 e terminou atolado na caixa de brita em um começo certamente pouco auspicioso da temporada 2019. A sorte do tailandês foi evitar as barreiras de pneus, o que permitiu o retorno à pista mais tarde.
 
Mas o momento mais perigoso envolveu Daniel Ricciardo. Um dia após a Renault não usar asa-móvel, o australiano teve a primeira chance de usar a peça no R.S.19. Não terminou bem: na aproximação da curva 1, o componente quebrou e deixou o carro #3 sem downforce. O resultado foi uma rodada em alta velocidade, que quase fez Daniel acertar a barreira de pneus. Por sorte, o bólido não atolou na brita e a bandeira vermelha não foi necessária.

GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ a pré-temporada da F1 em Barcelona com os repórteres Evelyn Guimarães, Vitor Fazio,  Eric Calduch e o fotógrafo Xavi Bonilla. Acompanhe tudo aqui.
 
Saiba como foi a manhã do segundo dia de testes da F1
 
A pista foi liberada precisamente às 9h da manhã de Barcelona, 5h de Brasília. Ao contrário do que costuma acontecer, as horas frias do dia foram aproveitadas de imediato: McLaren e Toro Rosso mandaram Lando Norris e Alexander Albon à pista ao mesmo tempo. O problema é que exatamente às 9h01 a primeira bandeira vermelha do dia foi acionada: Albon perdeu controle na saída da curva 4, atolando na caixa de brita.
 
O incidente significou paralisação de 10 minutos na atividade. A bandeira verde voltou a ser agitada e ainda foi necessário mais algum tempo até que os pilotos começassem a pisar fundo. Lewis Hamilton fez o tempo de 1min24s2 com a Mercedes. Ainda não era um tempo tão competitivo, tanto que Pierre Gasly não teve problemas para conseguir 1min22s7 e tomar a liderança provisória. Dois minutos depois, já fechando a primeira hora de atividade, Daniel Ricciardo derrubou o francês com o registro de 1min21s9.
Antonio Giovinazzi, terceiro, conseguiu bom número de voltas (Foto: AFP)
Já estava claro que nenhuma liderança seria de longo prazo. Com os tempos ainda distantes do anotado por Sebastian Vettel na segunda-feira, a impressão era de que uma queda gradual estava no horizonte. Charles Leclerc, com o mesmo carro de Vettel, assumiu essa responsabilidade: 1min21s8, 1min20s3 e, finalmente, 1min19s4. A liderança voltava a ficar com sobras com um ferrarista.
 
Ricciardo logo começou a se aproximar de Leclerc, mas não a ponto de retomar a liderança. 1min19s9 foi o máximo possível em um stint dos mais positivos. O terceiro colocado, Antonio Giovinazzi, tinha 1min20s5 com a Alfa Romeo. Era tempo mais de 1s mais lento que o de Leclerc, mas com um trunfo: o italiano era o piloto com mais voltas até aqui – 26, seguido de perto por Gasly, com 24.

Conforme a primeira metade da manhã se aproximava do fim, Leclerc voltava a pisar mais fundo ainda. O monegasco conseguiu 1min18s9, suficiente para abrir quase 1s de vantagem sobre Ricciardo. Giovinazzi também melhorou e chegou aos 1min20s1.
 
Na segunda metade da tabela de tempos, a briga era diferente: equipes medianas tentavam recuperar quilometragem. Isso era particularmente válido para Racing Point e Haas, que tiveram uma segunda-feira de problemas e seguiam sofrendo na terça-feira. Kevin Magnussen, por exemplo, era lanterninha em quilometragem com o total de nove giros em duas horas.
Lewis Hamilton (Foto: Mercedes)
Passada a marca de duas horas de teste, Hamilton resolveu parar de fazer número na tabela de tempos. O britânico conseguiu 1min19s9, melhor marca da Mercedes até aqui, e subiu para terceiro. O detalhe é que as voltas de Lewis aconteciam sem uso da asa-móvel, possivelmente para esconder o jogo.
 
Enquanto isso, Ricciardo passava por um pequeno susto. A parte superior da asa traseira do australiano se soltou na aproximação da curva 1. Sem controle, Daniel rodou e chegou perto de acertar a barreira de proteção. Por sorte, o carro não atolou na brita e a bandeira vermelha não foi acionada.

Além dos tempos de volta, a Ferrari voltava a se consolidar como rainha da quilometragem. Leclerc passou 20 minutos como único carro na pista, o que permitiu evoluir no quesito. Restando uma hora de ação matinal, o monegasco levou o carro italiano ao total de 59 voltas. Giovinazzi, todavia, era uma ameaça: o italiano tinha 53, sendo o segundo melhor.

A última hora correu sem muitas mudanças na tabela. As equipes andavam com tanque mais cheio, focando na simulação de corrida. A exceção foi Kevin Magnussen: como a Haas não fez muita coisa nas primeiras duas horas, a últimas duas serviram para recuperar terreno  e ganhar velocidade. Depois de subir para quinto, o dinamarquês evoluiu ainda mais e apareceu em segundo, mesmo que ainda 1s atrás da Ferrari de Leclerc.

F1 2019, Barcelona, pré-temporada, dia 2, manhã:

1 C LECLERC Ferrari 1:18.247   73
2 K MAGNUSSEN Haas Ferrari 1:19.234 +0.987 33
3 A GIOVINAZZI Alfa Romeo Ferrari 1:19.312 +1.065 62
4 L NORRIS McLaren Renault 1:19.489 +1.242 53
5 P GASLY Red Bull Honda 1:19.814 +1.567 69
6 D RICCIARDO Renault 1:19.886 +1.639 28
7 L HAMILTON Mercedes 1:19.928 +1.681 74
8 A ALBON Toro Rosso Honda 1:20.046 +1.799 60
9 L STROLL Racing Point Mercedes 1:20.433 +2.186 45