Leclerc revela que achou primeiras corridas na F1 “extremamente longas” na comparação com F2

Charles Leclerc foi procurado para dar algumas dicas ao seu sucessor nos tronos da GP3 e F2, George Russell, que estreia na F1 em 2019 pela Williams. Uma das coisas que Leclerc destacou de seu ano de estreia foi como as corridas pareciam intermináveis nos primeiros fins de semana

É apenas a segunda temporada que Charles Leclerc vai começar na F1, mas o piloto monegasco já é procurado para dar dicas e falar do seu começo na categoria como se fosse há muito mais que 12 meses. Escolhido como substituto de Kimi Räikkönen na Ferrari somente um ano após o ingresso na Sauber, Leclerc lembra das primeiras corridas na F1 com a seguinte avaliação: achou que elas eram longas demais.
 
Campeão da F2 em 2017, Leclerc foi procurado para falar sobre o sucessor dele no trono da principal categoria-satélite do Mundial, George Russell, que estreia em 2019 na F1 pela Williams. Charles tratou de algumas das que considerou as principais diferenças entre as categorias, mas nenhuma tão grande quanto a duração. As provas da F1 se aproximam do dobro das da F2.
 
"É bem diferente em termos de gerenciamento de pneus – eu acho muito mais extremo na F2 que na F1, na verdade. Em termos de controle de combustível, claro que na F2 não existe, mas fazemos na F1, então é um pouco diferente", disse. 
Charles Leclerc (Foto: Sky Sports/Twitter)

"Mas eu lembro de achar as primeiras corridas na F1 extremamente longas na comparação com a F2. Isso é algo com que ele [Russell] precisa se acostumar, porque depois de 20 voltas você acha que vai terminar em mais duas voltas e equipe te avisa que tem mais 40. É muito longo", avaliou. "Tirando isso, a diferença existe, mas não é tão grande", completou.

 
No mais, Leclerc fez elogios a Russell – que, assim como ele, vem não só de faturar a F2 como novato, mas também de conquistar a GP3 na mesma condição um ano antes. Não dá para saber, entretanto, se o inglês terá dificuldades para se ajustar à F1, especialmente no começo do ano. 
 
"Acho um piloto muito forte. Claro que não sei se ele vai ter tantas dificuldades quanto eu tive nas primeiras três corridas ou não. Não tenho muitas dicas a dar, com certeza ele vai encontrar o caminho dele para fazer o melhor", seguiu.
George Russell (Foto: Sky Sports/Twitter)

"Nas primeiras três corridas nós não éramos tão competitivos depois de 20 voltas, ficávamos sozinhos em 19º. E fica muito chato, porque você simplesmente espera pelo final da corrida. Então talvez isso tenha tido efeito no meu pensamento de que as corridas eram longas demais, mas depois disso ficou bem interessante", finalizou. 

 
Enquanto a Williams espera que George repita Charles, a maior expectativa de Russell é que, assim como aconteceu com Leclerc, a equipe dê um salto de qualidade com relação ao que mostrara no ano anterior. Como a Sauber em 2017, a Williams de 2018 foi a pior equipe do Mundial de Construtores. No total, Leclerc acabou marcando 38 pontos em sua temporada de estreia pela Sauber, enquanto a Williams inteira fez somente sete.
 
A pré-temporada da F1 começa em fevereiro, na Espanha.

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