Hamilton pede fim dos ataques de Israel na Palestina: “Basta! Isso precisa parar”

Lewis Hamilton se manifestou pedindo um cessar-fogo nos ataques na Palestina, especialmente após escalada das agressões a Rafah, último refúgio civil em Gaza

Lewis Hamilton se tornou, na última segunda-feira, mais uma personalidade internacional a pedir o fim dos ataques de Israel na Palestina, sobretudo após a escalada das ataques a Rafah. Declaração do heptacampeão vem após um dos mais assustadores episódios das agressões israelenses a Rafah, último refúgio civil na Palestina.

Hamilton usou a conta na rede social Instagram, por meio dos stories — publicação que fica ativa por 24 horas. Inicialmente, republicou um vídeo de crianças com uma legenda de impacto. “Essas crianças vivem no campo de tendas de Rafah que foi massacrado ontem à noite”. Em seguida, apresentou uma postagem própria em que pedia o fim dos ataques.

“Basta! Não podemos continuar a assistir essa tragédia se desenrolar e não usar nossas vozes”, afirmou o heptacampeão.

“O trauma e o horror que tantos, mas particularmente de crianças inocentes, estão vivendo é assustador. Isso precisa parar — pelas crianças, suas famílias e vidas”, finalizou.

A postagem de Lewis Hamilton pedindo o fim dos ataques de Israel na Palestina (Foto: Reprodução)

O pedido vem após os ataques do domingo à noite, quando Israel bombardeou um campo de refugiados em Rafah que havia sido designado como área segura pelas Forças de Defesa de Israel (FDI). O ataque matou 45 pessoas e feriu outras 249, segundo o Ministério de Saúde palestino. As imagens dos ataques, que rodaram as redes sociais pelo mundo, foram impactantes, com direito a um pai segurando o corpo de uma criança decapitada. De acordo com a defesa civil de gaza, vários corpos carbonizados pelos incêndios iniciados pelos bombardeios foram encontrados. No campo, as pessoas estavam abrigadas em tendas de lona e, portanto, sem a proteção de uma estrutura de alvenaria.

O ataque veio diz após a Corte Internacional de Justiça ordenar o fim imediato das agressões de Israel a Rafah, uma vez que a menor cidade de Gaza é o último refúgio civil. Desde que invadiu Gaza, em outubro do ano passado, as FDI ordenaram que os civis de Gaza migrassem ao sul, conforme avançava, até que chegasse a Rafah, na fronteira com o Egito. Inicialmente, seria um local seguro, mas os bombardeios têm sido comuns desde março.

Na semana passada, o Tribunal Penal Internacional, maior corte da justiça internacional, pediu a emissão deum mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza. O mesmo vale para o ministro da defensa Yoav Gallant. De acordo com a investigação, do tribunal, ambos têm responsabilidade criminal pelos crimes realizados no Estado da Palestina.

Horas antes, dos ataques do domingo, o Hamas, que governa Gaza, disparou mísseis contra Tel-Aviv, em Israel, como resposta aos contínuos ataques em Rafah mesmo após a decisão da Corte. Os mísseis, como de costume, foram parados pelas defesas aéreas de Israel.

A escalada de conflitos na Palestina aconteceu após um ataque do Hamas no sul de Israel em outubro do ano passado deixar 1,2 mil mortes e 240 reféns. Desde então, a resposta israelense já deixou mais de 36 mil palestinos mortos, com 70% deste número representado por mulheres e crianças, além da destruição de praticamente toda a infraestrutura de Gaza. Os ataques são considerados desproporcionais pela comunidade internacional.

Além das agressões a Gaza, mais de 500 palestinos foram mortos na Cisjordânia, parte pelas FDI e parte pelos colonos israelenses. A Cisjordânia não é governada ou tem qualquer relação institucional com o Hamas.

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