Hamilton vê F1 “mais lenta que F2” e critica complexidade de 2026: “É preciso um diploma”

Após guiar a SF-26 durante a manhã no Bahrein, Lewis Hamilton disse que os carros estão mais lentos que a Fórmula 2 e afirmou que os fãs terão dificuldades para compreender como os pilotos gerenciam a parte elétrica do motor durante as corridas

Lewis Hamilton guiou a SF-26 durante o turno da manhã no Bahrein e tirou mais algumas conclusões sobre o novo regulamento da Fórmula 1. Durante a coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o heptacampeão afirmou que os carros estão mais lentos do que os da Fórmula 2 e criticou a complexidade da parte elétrica dos motores.

Depois de terminar como o mais rápido nos testes coletivos em Barcelona, Hamilton encontrou algumas dificuldades com a SF-26 durante a atividade no Bahrein. Após enfrentar alguns travamentos de pneus e até rodar, o #44 reclamou do equilíbrio do carro, mas disse que o novo modelo é melhor de guiar quando comparado aos bólidos que exploravam o efeito solo.

“Ainda é muito cedo para dizer com certeza. O novo carro, no geral, tem muito menos downforce e em Barcelona não foi tão ruim. Aqui, o vento estava muito forte e está muito mais quente, então é difícil encontrar o equilíbrio certo, mas acho que todos estão bem.  O carro é mais curto e mais leve. Então é mais fácil tê-lo na mão. Então, está bem divertido. Mas acho que estamos mais lentos que a F2 agora”, destacou Hamilton.

Para 2026, além das novas regras de chassis, a F1 terá um novo regulamento de motores que, além de utilizar combustível sustentável, contará com 50% de influência da parte elétrica e com os modos Recarga, Boost e Ultrapassagem. Hamilton, no entanto, criticou a complexidade do sistema.

Lewis Hamilton teve algumas dificuldades com a SF-26 em Barcelona (Foto: AFP)

“Acredito que os fãs não vão entender [o gerenciamento de energia], porque é ridiculamente complexo. Eu estava em uma reunião outro dia e os engenheiros estavam nos explicando tudo, e é como se você precisasse de um diploma para entender. Mas existe um sistema que, automaticamente, depois que você termina uma volta, aprende a maneira como você está pilotando. Mas digamos, por exemplo, que você trave os pneus e saia da pista, percorrendo uma distância maior, isso afeta o algoritmo. Então, estamos tentando entender e dominar tudo isso, mas todo mundo está no mesmo barco”, finalizou Hamilton.

GMT-3). As atividades desta primeira bateria vão até sexta-feira (13). O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura IN LOCO com o repórter Leonid Kliuev.

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