Hamilton vibra com chance de “celebrar Lauda” também na Ferrari: “Legado vivo”

Lewis Hamilton se diz feliz com a oportunidade de celebrar o legado de Niki Lauda também na Ferrari. O heptacampeão também disse que foi convencido por Ross Brawn a assinar com a Mercedes

Lewis Hamilton tinha uma relação muito próxima com Niki Lauda, durante os tempos de Mercedes. Agora na Ferrari — equipe em que o austríaco conquistou dois dos três títulos mundiais —, o britânico também tem a chance de celebrar o legado do tricampeão. Ele também destacou que foi convencido por Ross Brawn a fechar com a equipe alemã, onde faturou seis campeonatos.

A decisão de Hamilton trocar a McLaren pela Mercedes, em 2012, foi muito questionada à época. Isso porque o time de Woking lutava por títulos e vitórias, enquanto a equipe alemã mal conseguia vencer corridas.

Em 2013, as Flechas de Prata deram um passo à frente, conquistando três vitórias e o vice-campeonato no Mundial de Construtores. A partir do ano seguinte, com a mudança no regulamento, o time passou a dominar a F1 por diversas temporadas seguidas, provando que Lewis fez a escolha certa.

Lauda era consultor da Mercedes, mas o piloto do #44 disse que Brawn, chefe da equipe na época, foi quem o convenceu de assinar com o time. “Bem, em primeiro lugar, tenho muito carinho pelo Niki”, iniciou Hamilton.

Lauda foi consultor da Mercedes e mentor de Hamilton na equipe alemã (Foto: Mercedes)

“Mas não foi Niki que me convenceu a ingressar na Mercedes. Na verdade, foi mais o Ross, naquela época. Quando nos sentamos juntos na cozinha da minha mãe, ele me contou para onde a equipe estava indo e o que eles estavam fazendo”, revelou.

“Lauda definitivamente fez parte disso, mas foi principalmente aquela reunião que realmente me atraiu”, reconheceu.

O tricampeão morreu em 2019 e é lembrado com muito carinho pela Mercedes desde então, com uma estrela vermelha estampando o carro da equipe. 

O austríaco conquistou dois dos três títulos pela Ferrari e foi homenageado no fim de semana do GP da Itália, já que a data da corrida marcava exatos 50 anos do primeiro campeonato de Niki. O time de Maranello preparou uma pintura comemorativa, junto de bonés e camisas azuis, que eram utilizados na época. Hamilton falou sobre a celebração do legado de Lauda.

Ferrari correu com pintura especial no GP da Itália para homenagear os 50 anos do primeiro título de Lauda (Foto: AFP)

“Niki e eu tínhamos uma relação incrível. Quando entrei para a Ferrari, nem imaginava que Lauda tinha pilotado pela equipe”, admitiu. 

“Foi literalmente porque, quando era criança, assistia a Michael [Schumacher] e era um grande fã da Scuderia.  Sempre observei a reação da multidão cada vez que a Ferrari subia ao pódio – a paixão era diferente de qualquer outra equipe. Queria sentir como era isso”, salientou.

“Agora, depois de entrar para a equipe e aprender mais sobre a história, é incrível, porque pude celebrar Niki na Mercedes, pude festejar a conquista de campeonatos com ele e agora posso vir para a Ferrari e celebrá-lo aqui também”, destacou. 

“O legado dele continua vivo. Sei o que ele diria para mim hoje em dia, e esse pensamento está sempre na minha mente”, encerrou Hamilton.

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