Sargeant inicia GP do Japão do pit-lane e com 10s de punição por ‘terceiro carro’ após batida

A Williams precisou apelar praticamente para um carro reserva para Logan Sargeant poder disputar o GP do Japão após bater no Q1 da classificação. Só que as mudanças foram além do permitido pelo regulamento, portanto, além de largar do pit-lane, o americano começará a corrida em Suzuka com 10s a pagar na conta

Sargeant foi no muro ainda no início da classificação no Japão (Vídeo: Sky Sports)

Além de largar do pit-lane, Logan Sargeant vai começar o GP do Japão deste domingo (24), em Suzuka, com mais 10s na conta como punição pela Williams ter feito alterações em seu carro além das permitidas pelo regulamento após a forte batida durante o Q1 da classificação. A equipe inglesa precisou praticamente apelar para um carro reserva, o que é proibido.

Sargeant saiu de traseira e perdeu o controle do carro perto dos dez minutos restantes do Q1, batendo forte na barreira de proteção e destruindo a lateral esquerda do FW45. A princípio, o americano largaria do pit-lane para a corrida de logo mais, mas a Williams foi chamada à sala dos comissários da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para dar explicações sobre o trabalho feito para reparar o bólido #2. Pelas regras, o número de alterações não pode ser equivalente a um terceiro carro — exatamente o que aconteceu, de acordo com documento emitido pela entidade.

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Carro de Sargeant ficou destruído em Suzuka (Foto: Williams)

De acordo com a nota, “a delegação técnica relatou aos comissários que o competidor trabalhou no carro durante duas horas após a bandeirada [que encerrou a classificação]. O relatório mencionou que o chassi relevante foi montado além do conjunto que compreende a célula de sobrevivência, conforme definido no artigo 27.2 do Regulamento Esportivo da Fórmula 1, e, portanto, deve ser considerado como um terceiro carro à disposição”.

“Foi considerado, portanto, que a equipe Williams violou o artigo 27.1 do Regulamento Esportivo, que estabelece que cada competidor (equipe) não pode ter mais de dois carros disponíveis em qualquer momento durante uma competição”, acrescentou o órgão regulador, reiterando ainda que “o tempo de trabalho disponível em parque fechado para a montagem de um carro completo é limitado, o que pode, portanto, comprometer a participação de um carro na corrida em caso de acidente grave”, seguiu.

“Nota-se também que o carro #2 sofreu uma alteração de especificação e, portanto, nos termos do artigo 40.9, terá de começar a corrida a partir dos boxes de todo caso, por uma infração diferente”, continuou o texto, ressaltando que “como a largada a partir do pit-lane já é imposta em caso de modificação de peças, uma punição adicional por ter um terceiro chassi disponível era apropriada”.

Por fim, a FIA declarou em nota que “os comissários recomendam que essa questão seja discutida novamente no Comitê Esportivo Consultivo” e encerrou dizendo que os competidores “têm o direito de recorrer de certas decisões dos comissários, de acordo com o artigo 15 do Código Esportivo Internacional da FIA e o capítulo 4 das Regras Judiciais e Disciplinares da FIA, dentro dos prazos aplicáveis”.

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