Empresário do ramo de energia é principal investidor e responsável pelo renascimento da Marussia/Manor, diz emissora

Stephen Fitzpatrick, dono e fundador da empresa de energia Ovo, é o homem por trás do renascimento financeiro da Marussia/Manor na F1. O empresário foi o responsável pelo acordo que tirou o time da administração legal. A informação foi dada pela emissora inglesa BBC

O principal investidor por trás do renascimento da Marussia/Manor na F1 se chama Stephen Fitzpatrick, que é dono da empresa Ovo, uma fornecedora de energia na Inglaterra. Fitzpatrick, de 37 anos, salvou a equipe anglo-russa, que estava sob administração legal depois da crise financeira vivida no ano passado, que a levou, inclusive, a perder as últimas três corridas da temporada. A informação é da emissora inglesa BBC.

O empresário conseguiu o acordo com garantias financeiras pessoais. E o negócio não tem vínculo com a companhia que fundou e na qual ocupa o cargo de executivo-chefe.

Neste momento, a Marussia/Manor luta para colocar a casa em ordem e deixar tudo pronto para a primeira corrida da temporada, em Melbourne, na Austrália, no dia 15 de março. O ex-chefe da rede de supermercados Sainsbury, Justin King, também tem envolvimento no negócio, mas não é considerado um investidor, de acordo com a matéria da BBC.

Stephen Fitzpatrick é dono e fundador da empresa de energia Ovo (Foto: Getty Images)

Nesta semana, a esquadra lançou comunicado informando a contratação do britânico Will Stevens para uma das vagas de titular e prometeu anunciar nos próximos dias o segundo nome do time.

Ainda de acordo com a reportagem do canal inglês, Fitzpatrick possui uma grande paixão pela F1 e sempre manifestou o desejo de se envolver com o esporte. Anteriormente, o irlandês havia demonstrado o interesse na F-E, o campeonato de carros elétricos, mas as negociações não foram adiante.

A oportunidade na F1, então, surgiu no ano passado, quando a Marussia começou a enfrentar problemas. Desde então, as conversas se tornaram mais sérias. Ainda segundo a BBC, Fitzpatrick entrou em acordo com os dois maiores credores da Marussia, Ferrari e McLaren, para conseguir apoio e garantir o andamento dos trabalhos. Inclusive, na última semana, o chefe da equipe italiana, Maurizio Arrivabene, afirmou que possui, de fato, um contrato para fornecimento de motores ao time. As unidades são de 2014

Agora, a equipe trabalha contra o tempo, porque precisa modificar o carro do ano passado para atender às novas normas de segurança deste ano. A Manor só tomou conhecimento da necessidade dessa adaptação depois que a Force India vetou a proposta da equipe em correr com o modelo básico do ano passado, ao menos no início do campeonato.

No entanto, a esquadra afirmou que o carro modificado está completo e o único obstáculo restante é o teste de colisão da FIA, que deve acontecer na próxima terça-feira, dia 3. O frete oficial da F1 para a Austrália sai no próximo fim de semana.

ESCONDENDO O JOGO?

A Williams foi só a quinta equipe em quilometragem total nos dois primeiros testes da pré-temporada da F1 em 2015, mesmo que seu carro não tenha apresentado nenhum grande problema durante as atividades. Engenheiro-chefe da equipe inglesa, Rod Nelson explicou o porquê de o programa de treinamentos ser mais ‘econômico’ que o da concorrência"Não acho que estamos escondendo o jogo", disse o inglês

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