Marussia enfrenta semana caótica no Bahrein e admite vírus Trojan em seu sistema: “Foi o primeiro desastre”

John Booth, chefe da escuderia inglesa, revelou sucessão de problemas que começou com um vírus no sistema de computadores da equipe e culminou em apenas 59 voltas completadas em Sakhir: "Estaria mentindo se dissesse que não estou preocupado"


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Um vírus de computador ajudou a comprometer as atividades da Marussia durante os testes de pré-temporada no Bahrein, na última semana. Ao menos esta foi a explicação do chefe da escuderia, John Booth. Em entrevista ao site da revista ‘Autosport’, o britânico revelou que um Trojan, mais comum dos spywares, infectou o sistema de dados da equipe.

“Tudo começou com o primeiro desastre, que foi um vírus do tipo Trojan em nossos computadores, o que nos custou a melhor parte do dia. Isso deu o tom para o resto da semana”, afirmou o dirigente, desconsolado.

“No segundo dia, demos 17 voltas e foi tudo bem, corrigindo os problemas, mas em seguida, na sexta-feira, perdemos a maior parte do dia com um problema no motor, o que nos custou o dia todo para arrumar”, lamentou Booth.

John Booth, chefe da Marussia (Foto: Marussia)


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E não foi só isso. “O último dia trouxe uma série de pequenos problemas, o que, com estes carros, se leva muito tempo para se corrigir. Na parte da manhã, tivemos um aviso de erro do ERS, mas foi um sinal falso, então perdemos duas horas. Em seguida, houve um problema no sistema de combustível, o que não é um problema da Ferrari, é nosso.”

Foram tantas adversidades que, ao todo, a Marussia completou apenas 59 voltas na soma dos quatro dias de testes no deserto asiático. A baixa atividade incomoda Booth. “Eu estaria mentindo se dissesse que não estou nem um pouco preocupado”, admitiu. “Tudo bem pensar que você pode listar os problemas, mas você tem que provar isso.”

“Nós só temos quatro dias antes do próximo teste e, depois, mais quatro dias de testes. Só temos de maximizar o que nos resta”, encerrou o desolado dirigente inglês.

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