Verstappen lamenta falta de “corridas clássicas na chuva” e diz que “são possíveis” na F1
Max Verstappen ficou na bronca com a direção de prova pelo atraso de 1h20 no início do GP da Bélgica e afirmou que estava pronto para uma corrida na chuva
O longo atraso de 1h20 no horário da largada do GP da Bélgica, neste domingo (27), não agradou Max Verstappen, que lamentou a decisão dos comissários da FIA. Por conta da baixa visibilidade em meio à forte chuva em Spa-Francorchamps, a direção de prova acionou a bandeira vermelha e suspendeu o início da corrida durante a volta de apresentação, o que também prejudicou a estratégia da Red Bull.
Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, Verstappen foi perguntado se acha que esse atraso na largada é uma reação aos muitos incidentes ocorridos em Spa no passado recente, como as mortes de Anthoine Hubert, em 2019, e Dilano Van ‘t Hoff, em 2023.
Apesar de confirmar que acredita nisso, Verstappen também lamentou a falta de corridas na chuva na Fórmula 1 atual, apesar de serem “possíveis”.
“Sim, potencialmente”, opinou. “Mas no fim do dia, eles fazem o que querem. Mas acho uma pena para todos. Nunca mais vemos aquelas clássicas corridas na chuva, que acho que ainda são possíveis. E acho que a chuva que caiu depois ainda era gerenciável, se a gente tivesse continuado andando. E aí tomamos todas as decisões baseadas em corrida molhada, o que acaba estragando a prova toda. Mas, sendo realista, o terceiro lugar era o máximo possível hoje”, seguiu Verstappen.
Verstappen também explicou que a Red Bull tinha um ajuste feito para uma corrida no molhado. Porém, como a largada foi adiada em 1h20, grande parte da prova foi realizada em pista seca, o que atrapalhou a performance do time.
Além disso, Verstappen avalia que a pista estava em condições de corrida, mesmo com a chuva mais forte ainda a caminho. Portanto, comentou que toda essa novela antes da largada foi “um pouco decepcionante”.
“Bem difícil. Com os pneus intermediários, claro, fizemos uma escolha com o acerto do carro, e então só nos deixaram pilotar em condições quase de pista seca. Então, sim, isso é um pouco decepcionante, porque depois de Silverstone conversamos sobre sermos um pouco mais cautelosos nas decisões, mas agora foi o extremo oposto para mim”, disse Verstappen.
“E claro, a escolha que fizemos com o acerto do carro. Foi a errada, porque não nos permitiram correr no molhado e, quando fomos para os pneus de pista seca, estávamos lentos demais nas retas. E com os problemas gerais de equilíbrio que já tenho com esse carro, isso só piorou as coisas”, seguiu.

Perguntado sobre quando a corrida deveria ter começado, Verstappen foi direto ao ponto e disse que a largada nem deveria ter sido suspensa.
“Três horas em ponto”, afirmou categoricamente. “Nem estava chovendo, e claro, entre as curvas 1 e 5 havia bastante água, mas se fizéssemos duas ou três voltas atrás do safety-car, teria ficado muito mais seco, e o resto da pista já estava pronto para correr. É uma pena”, lamentou Verstappen.
“Sabia que seriam um pouco mais cautelosos depois de Silverstone, mas isso também não fez sentido. Seria melhor dizer: ‘vamos esperar secar completamente e largar com slicks’, porque isso, para mim, não é realmente corrida na chuva”, acrescentou.
A Fórmula 1 volta de 1º a 3 de agosto em Hungaroring, palco do GP da Hungria, 14º da temporada.
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