Verstappen e McLaren dividem forças em sexta-feira confusa na Cidade do México

Mesmo fora do TL1, Max Verstappen comandou a sexta-feira (24) do GP da Cidade do México, exibindo uma performance das mais competitivas em termos de classificação, enquanto a rival McLaren sofreu mais para acertar a volta rápida. No entanto, os papaias exibiram, especialmente com Lando Norris, um ritmo de corrida consistente. Então, para mais uma etapa decisiva da corrida pelo título de 2025, cada parte tem muito com que se preocupar antes da definição do grid neste sábado, levando em consideração também as penetras Ferrari e Mercedes

O primeiro dia de atividades da Fórmula 1 na Cidade do México terminou com a sensação de que a disputa entre Max Verstappen e a McLaren, no papel da dupla líder, Oscar Piastri e Lando Norris, está mais confusa do que nunca em termos de ordem de forças. É que os lados da briga dividiram particularidades que devem fazer a diferença ao longo do fim de semana, ao mesmo tempo em que precisam resolver algumas questões muito rapidamente, para tirar proveito de uma etapa também decisiva na busca pela taça do mundo. É bem verdade que o tetracampeão da Red Bull comandou a sexta-feira (24) de treinos livres, mas também é certo dizer que o cenário está longe de alguma definição.

O caso é que Verstappen encontrou mais problemas do que a equipe austríaca imaginou. Depois de navegar com certa tranquilidade nas últimas semanas e do domínio que impôs na rodada passada, nos EUA, Max se deparou com um carro mais arisco desta vez. E ainda que a classificação não pareça um ponto de preocupação, o ritmo de corrida ficou realmente abaixo do que se esperava, principalmente diante das atualizações que os engenheiros liderados por Pierre Waché pensaram para o Hermanos Rodríguez. A ideia por trás das peças novas foi a de explorar a natureza singular da pista mexicana, muito em função da alta altitude, bem como a busca pelo equilíbrio aerodinâmico entre os trechos rápidos e as curvas de baixa e média velocidade.

Diante disso, a Red Bull redefiniu a entrada de ar dos freios e a tampa do motor, além de colocar para jogo um novo assoalho, que deve ajudar no resfriamento, mas também no aumento da carga aerodinâmica. Manter os pneus em uma janela razoável de temperatura tem sido um desafio no México — praticamente, todo mundo enfrentou em maior ou em menor grau esse problema. Mesmo assim, em um primeiro momento, é possível dizer que as mudanças entregaram uma dose de performance em volta única. O trabalho em cima dos pneus macios (C5) parece ter funcionado bem. Max foi capaz de fechar o dia com a marca de 1min17s392, 0s153 mais rápido que Charles Leclerc — a Ferrari também surpreende neste quesito.

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Só que o problema do tetracampeão, que busca uma reviravolta para cima da dupla papaia, foi o ritmo em condições de corrida. O pneu médio não mostrou o mesmo nível de desempenho. Verstappen se queixou da falta de aderência e chegou a dizer no rádio que “era como se pilotasse no gelo”. Portanto, há um trabalho a ser feito aí, porque, embora a posição de largada seja fundamental, a corrida promete outros desafios, como o próprio piloto admitiu.

“Conseguimos fazer uma boa volta na simulação de classificação com pneus macios”, disse Max. “O resto foi bem ruim. O trecho curto com pneus médios não foi ótimo, e o grande problema são os trechos longos, onde parecemos ter bastante dificuldade. Então, isso é uma grande preocupação para a corrida”, completou o terceiro colocado no Mundial, que ainda afirmou não saber o que provocou a instabilidade do carro. “Ainda não sei. O equilíbrio nem estava ruim.”

“Simplesmente não havia aderência, e esse é o maior problema. Os pneus esquentam demais. Não estávamos em lugar nenhum. Então, também é difícil consertar. E não dá para vencer uma corrida assim”, insistiu. “Você pode ser rápido em uma volta, mas se não tiver ritmo algum no domingo, vai ser muito difícil. Por isso, prefiro ser rápido na corrida e não tão rápido em uma volta.”

Max Verstappen liderou o dia, mas ainda procura ampliar o ritmo de corrida (Foto: Red Bull Content Pool)

Agora, não deixa de ser interessante o fato de que a McLaren vive um cenário oposto. O carro laranja encara grande dificuldade no ritmo de classificação e não se encontrou o pneu macio, o que explica em partes o quarto tempo de Norris, a quase três décimos de Verstappen e o 12º de Piastri, que ficou a mais de 0s8. “A questão é que o equilíbrio do carro está um pouco desajustado”, explicou Lando.

“Não que tenha sido um dia ruim, mas normalmente somos muito bons na sexta-feira e todos recuperam o atraso no sábado. Já estamos um pouco atrasados aqui, então definitivamente temos trabalho a fazer. Estamos com dificuldades em voltas únicas no momento.”

Ainda que não tenha demonstrado preocupação com a posição fora do top-10, Piastri foi na mesma linha do companheiro de equipe. “A volta com pneus macios e pouco combustível foi bem mediana, então não estou surpreso com o tempo da volta. Tentei muitas coisas, vamos analisar e ver o que funcionou e o que não funcionou. Ver o que podemos ajustar para amanhã e tentar tornar as coisas um pouco mais consistentes”, falou ao australiano.

Mas há um ponto importante: a McLaren apresentou o melhor ritmo de corrida. A performance em cima do pneu médio em longos trechos chamou a atenção, especialmente na simulação de Norris. O veredito veio da concorrência, inclusive. Depois de terminar a sessão final do dia na segunda colocação, Leclerc reconheceu o desempenho assustador do carro papaia. “Com carga maior de combustível, talvez estivéssemos um pouco melhores em comparação com a Red Bull, mas a McLaren está em nível acima — e por uma boa margem.”

Lando Norris ficou longe de Verstappen, mas tem um melhor ritmo de corrida (Foto: McLaren)

“Não sei exatamente o que está acontecendo, espero que tenham andando com menos carga, mas não sei, eles parecem estar muito fortes. Então, por enquanto, não parece realista para nós uma disputa com eles, mas vamos tentar fazer algumas mudanças para nos aproximarmos”, emendou o monegasco.

Esse é realmente um ponto também curioso para o restante do fim de semana. Quer dizer, o quanto a FerrariLewis Hamilton foi o quinto dia — e a MercedesKimi Antonelli foi terceiro, enquanto George Russell, sexto — vão conseguir interferir na disputa entre os postulantes ao título. Portanto, o sábado tem muito oferecer: desde a resolução dos aspectos mais frágeis de ambos lados ao drible em quem pretende tomar para si os holofotes. A classificação promete.

GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Cidade do México AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO está IN LOCO no Autódromo Hermanos Rodríguez para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Daniel Balsa.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 314:3016:3018:3019:30
Classificação18:0020:0022:0023:00
Corrida17:0019:0021:0022:00

*Horário de Brasília

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