Verstappen rejeita teto salarial para pilotos na F1: “Nós arriscamos nossas vidas”

Max Verstappen argumentou que a popularidade da Fórmula 1 é crescente por causa dos pilotos "que realmente promovem o show", então não faz sentido eles terem os salários limitados em nome da economia de dinheiro

A ideia de criar um teto salarial para os pilotos da Fórmula 1 como alternativa para ajudar na economia de dinheiro ao longo da temporada foi vista como “completamente errada” pelo líder do Mundial 2022, Max Verstappen. O holandês da Red Bull destacou o aumento da popularidade da categoria e questionou por que os principais responsáveis por esse crescimento seriam afetados, uma vez que arriscam suas vidas em nome do esporte.

O tema surgiu em meio às constantes reclamações das equipes do grid — sobretudo as quatro grandes, Ferrari, Red Bull, Mercedes e McLaren — sobre o limite orçamentário da F1, atualmente fixado em US$ 140 milhões (R$ 686 milhões, na coração atual). Como a FIA não parece disposta a ceder, alternativas têm sido pensadas, e uma delas implicaria no salário dos pilotos, já que o teto de gastos da F1 não cobre os valores pagos a eles e também a outros membros do time.

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Max Verstappen criticou a ideia de teto salarial para os pilotos da F1 (Foto: Red Bull Content Pool)

“É completamente errado, pois acho que, no momento, a F1 está se tornando cada vez mais popular, e todos estão ganhando cada vez mais e mais dinheiro, incluindo as equipes e os demais que se beneficiam disso”, disse Verstappen. “Então, por que os pilotos, que têm seus direitos de propriedade intelectual e tudo mais, que realmente promovem o show e arriscam suas vidas, devem ter os salários limitados? Porque somos nós que fazemos isso. Então, para mim, é completamente errado”, ressaltou.

Outro ponto levantado pelo atual campeão da F1 é referente aos jovens que estão nas categorias de base e buscam apoio financeiro para subir para a elite do automobilismo mundial. Uma vez com os ganhos limitados, isso pode afastar o interesse dos patrocinadores.

“Em todas as categorias de base, é possível ver quantos pilotos têm um patrocinador que, eventualmente, terá uma porcentagem dessa renda na F1, então acho que isso vai limitar muito, já que eles nunca terão esse retorno financeiro se houver um limite. Vai prejudicar as categorias de base, e acho que ninguém gostaria de ver isso”, concluiu.

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