McLaren avisa que ‘teto’ de desenvolvimento de motor na F1 vai ajudar Honda a alcançar rivais em 2017

Conforme Mercedes, Ferrari e Renault atingem o limite do desenvolvimento de motor, a Honda segue crescendo. Assim, o diretor Éric Boullier confia em um salto de performance da McLaren a partir da temporada 2017

Tudo tem limite – até desenvolvimento de motor na F1. Essa premissa serve de esperança para que a Honda finalmente consiga bater de frente com as outras fornecedoras da categoria. De acordo com o diretor da McLaren, Éric Boullier, a expectativa é de que o programa de Mercedes, Ferrari e Renault chegue ao ‘teto’ em 2017. Assim, sem mais para onde crescer, a marca japonesa finalmente vai se ver em condições iguais.
 
“O amadurecimento do projeto da Honda significa que vamos seguir crescendo, e é aí que vamos achar nosso maior ganho”, apontou Boullier, falando à ‘Autosport’. O grande ponto do regulamento dos motores é a quantidade de combustível que você pode usar, o que limita a quantidade de energia que se usa. Então existe um limite para o desenvolvimento das unidades de potência, e estamos chegando perto deste teto. É por isso que teremos um pouco mais de liberdade no regulamento”, seguiu.
A McLaren-Honda melhora aos poucos (Foto: McLaren)
A temporada 2016 já começa a dar sinais de que o desenvolvimento de motor na F1 está estagnando. A Mercedes perdeu boa parte da enorme vantagem que tinha em 2014, com Ferrari e Renault muito mais próximas. Assim, o déficit da Honda finalmente vai ser neutralizado.
 
“Existe o fato de que Mercedes, Ferrari e Renault começaram a desenvolver suas unidades em 2010. A Honda começou em 2013, três anos depois. Então a Honda está alcançando, e com muito mais a ganhar neste nível, com este desenvolvimento”, concluiu.
 
A McLaren-Honda não vive uma temporada dos sonhos, mas está claramente avançando. Apesar de um GP do Japão para esquecer, a equipe britânica está em sexto no Campeonato de Construtores.

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