McLaren rechaça comparações com 2023 e detalha plano para alcançar Mercedes e Ferrari
Sofrendo neste início de temporada, a McLaren ainda não se mostrou à altura das ponteiras Mercedes e Ferrari na Fórmula 1. Ainda assim, o chefe Andrea Stella negou comparações a 2023 e explicou o motivo
Com 80 pontos de desvantagem para a Mercedes após duas corridas da Fórmula 1 em 2026, a McLaren vive uma realidade bem diferente dos últimos dois anos, em que ocupou o topo do Mundial de Construtores da categoria. Após ver Oscar Piastri bater na volta de apresentação do GP da Austrália, o time inglês nem conseguiu largar na China por problemas no motor e já viu o déficit no campeonato se alargar. Ainda assim, o chefe Andrea Stella vê diferenças importantes em relação a 2023, último ano de sofrimento dos papaias até aqui.
Na época, o time começou a temporada no fundo do pelotão e zerou nas duas primeiras corridas, disputadas no Bahrein e na Arábia Saudita. O cenário só melhorou a partir do GP da Áustria, quando a McLaren introduziu um grande pacote de atualizações e iniciou o processo de evolução que culminaria nos títulos dos anos seguintes. Dessa vez, porém, Stella identifica uma diferença vital entre as duas situações.
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“Há uma diferença fundamental em relação a 2023”, analisou Stella. “O carro que temos no momento é uma plataforma sólida. No máximo, não está desenvolvido o suficiente, por assim dizer. Não há nada fora de ordem conceitualmente, só precisamos evoluir — mas seguindo as linhas conceituais que definimos na fase de lançamento do carro”, explicou.
“Em 2023, tivemos de corrigir algumas partes do design e buscar diferentes conceitos aerodinâmicos, porque o que tínhamos em 2022 e 2023 não nos levaria muito longe. Então, precisamos voltar ao quadro, redesenhar de forma conceitual o fluxo aerodinâmico que buscávamos e revisar extensivamente a geometria”, ressaltou.

Olhando para o conceito de 2026, Stella não vê a McLaren muito longe de Mercedes e Ferrari, que abriram o ano ocupando as primeiras posições. Na visão do dirigente, o trabalho principal da equipe será executar o plano traçado para o ano e acelerar o processo de desenvolvimento de atualizações. Em um ano de entrada de um novo regulamento, a tendência é que a corrida tecnológica seja ainda mais frenética.
“Ao invés disso, a jornada com esse carro será mais sobre acelerar o desenvolvimento ao redor de alguns princípios que enxergamos como sólidos. No máximo, está um pouco abaixo da linha de desenvolvimento que Ferrari e Mercedes parecem estar no momento”, completou o chefe da McLaren.
A Fórmula 1 retorna em duas semanas, entre os dias 27 e 29 de março, com o GP do Japão, em Suzuka.
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