McLaren destaca aprendizados no GP da Austrália e admite que “há trabalho a fazer”
Andrea Stella, chefe da McLaren, lamentou corrida não iniciada por Oscar Piastri e ressaltou importância de dados colhidos com Lando Norris
A McLaren realmente viveu um dia de altos e baixos no GP da Austrália deste domingo (8), que abriu a temporada 2026 da Fórmula 1. Para Andrea Stella, chefe da equipe, a corrida no Circuito de Albert Park serviu de aprendizado para as próximas etapas, ainda que o acidente de Oscar Piastri antes mesmo da largada tenha limitado bastante a quantidade de dados coletados.
Depois de se classificar em quinto, o australiano acabou rodando sozinho no momento em que levava o MCL40 para a posição de partida. Lando Norris, por outro lado, só avançou uma colocação ao longo das 58 voltas em Melbourne, recebendo a bandeira quadriculada com a última vaga do top-5.
“Foi uma pena ir para a corrida com apenas um carro. Durante a volta de instalação, uma combinação de fatores, incluindo temperatura de pneus abaixo da ideal, ação inesperada do torque e estar na zebra, fizeram Oscar rodar inesperadamente na curva 4 e bater nas barreiras na sequência. Foi um momento difícil para ele, especialmente por ser a corrida de casa, mas é uma pessoa forte, vai se reunir com a equipe e chegar à China ainda mais motivado”, declarou Stella.
“Em termos de corrida, foi muito importante concluí-la com Lando, para reunir o máximo de dados e aprendizado possível nesse novo regulamento. Lando fez um ótimo trabalho ao se adaptar aos variados cenários e disputar com a Red Bull de [Max] Verstappen. De qualquer forma, terminamos com certa distância do líder, então, nitidamente, temos trabalho a fazer. Embora estivéssemos com estratégias diferentes, perdemos um pouco de tempo na primeira parte da corrida, atrás das Racing Bulls“, acrescentou.
Depois de reconhecer que há o que melhorar, o chefe da McLaren, por fim, agradeceu à equipe pelo trabalho. Mas não só isso, também fez questão de mencionar a High Performance Powertrains (HPP), divisão de motores da Mercedes.
“Temos, absolutamente, performance que precisamos encontrar através do aproveitamento da unidade de potência e da melhoria da aderência nas curvas. Agradeço à equipe em Woking e na pista, assim como à HPP, pelo trabalho feito até agora. Vamos pegar o que aprendemos em todos os aspectos deste fim de semana e garantir que chegaremos à China mais fortes”, completou o chefe da McLaren.
Após a abertura da temporada, equipes e pilotos da Fórmula 1 voltam à disputa no próximo fim de semana, entre os dias 13 e 15 de março, com o GP da China. A prova será disputada no Circuito de Xangai, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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