McLaren evita falar em crise, mas mostra pessimismo para etapa de abertura da temporada 2017: “Vai ser difícil”

Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, reconheceu a fase complicada da equipe com a série de problemas apresentados pelo novo motor Honda na pré-temporada e entende que o fim de semana do GP da Austrália não será nada fácil. Já Éric Boullier indicou que seria melhor que a fornecedora japonesa fabricasse seus motores na Inglaterra, como faz a Mercedes

 

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Restando menos de duas semanas para a abertura da temporada 2017 do Mundial de F1 com a disputa do GP da Austrália, no próximo dia 26, o clima é de certa tensão na McLaren em razão da série de problemas apresentados pelo novo motor Honda nos testes de pré-temporada, em Barcelona. A McLaren foi, dentre as dez equipes do grid, a que alcançou a menor quilometragem nas sessões no inverno. Por isso, a expectativa é que a jornada em Melbourne será das mais difíceis. Fernando Alonso chegou a dizer que a McLaren vai pronta para a Austrália, menos a Honda.

 
Contudo, Zak Brown, novo diretor-executivo da McLaren, evita falar em crise e só quer acreditar que a Honda vai conseguir entregar um equipamento ao menos confiável para Alonso e Stoffel Vandoorne no circuito de Albert Park.
 
“Nós temos problemas, claro, mas crise é uma palavra muito forte. Melbourne vai ser difícil, me surpreenderia estar na posição em que precisamos estar, mas nos deram garantias de que vão fazer todo o possível para nos dar a melhor unidade de potência possível”, afirmou o executivo norte-americano em entrevista à TV Sky Sports.

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A McLaren reconhece o momento difícil, mas evita falar em crise (Foto: McLaren)
Yusuke Hasegawa, chefe da Honda para a F1, acredita que vai conseguir resolver os problemas de confiabilidade antes do início da temporada. Contudo, há outra grande questão: além da falta de confiabilidade, o novo motor Honda também apresentou um déficit de potência e está bem atrás das outras marcas na F1.
 
“A maior decepção é nosso nível de rendimento, especialmente de potência, não é competitivo. Acredito que os problemas de confiabilidade podem ser solucionados antes de Melbourne. Ao menos sobre os problemas que tivemos, aplicamos algumas medidas para eles e tudo deve estar bem”, comentou o engenheiro japonês à revista ‘Racer’. 
 
“Mas em apenas duas semanas é difícil tirar mais potência e performance. De modo que, deste ponto de vista, estamos pensando que o conceito está em um bom caminho, em alguns GPs talvez vamos poder introduzir alguma atualização a mais para buscar mais potência”, indicou Hasegawa, deixando claro que ainda vai levar algum tempo para entregar um motor mais forte à McLaren.
 
Éric Boullier, diretor de corridas da McLaren e responsável pela equipe na pista, indicou ao jornal britânico ‘Express’ que seria melhor que a Honda tivesse sua base e construísse seus motores na Inglaterra, como faz a Mercedes. 
 

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“Eles tentam construir uma unidade de potência competitiva, mas eles não têm a cultura da F1. Trata-se de uma empresa muito grande e bem-sucedida, e eles têm sua forma de fazer as coisas. Baseá-la no Japão é um grande desafio, por isso a Mercedes optou por fazer a sua [unidade de potência] na Inglaterra. É preciso ser rápido com o desenvolvimento, tão rápido como se movimenta a F1”, disse.

 
Ao comentar sobre Alonso e sua motivação depois de mais uma pré-temporada complicada, Boullier disse que nada sobre o fim da carreira do espanhol foi mencionado. “Não falamos nada. Ele nunca esteve tão bem preparado. Ele quer resolver os problemas do motor e quer saber os próximos passos. Ele está muito envolvido”, garantiu o engenheiro francês. Alonso, por sua vez, já avisou que não vai falar sobre a sequência da sua carreira antes do verão europeu, ou seja, no meio da temporada. O contrato do bicampeão do mundo com a McLaren termina neste ano.

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