McLaren segue na briga por posto de 3ª força e batalha contra choque de realidade

O bom início da McLaren foi fruto de uma abertura louca de campeonato. Time briga contra a realidade de oscilação para tentar manter a briga e virar terceira força

Cinco corridas, 53 pontos, 1 pódio e a quarta posição no Mundial de Construtores. Olhando apenas a tabela, a situação da McLaren no começo de campeonato é muito positiva, a melhor desde 2012, quando a escuderia ainda era capaz de vencer corridas. Porém, o time precisa batalhar contra o choque de realidade para se manter na briga pelo posto de terceira força.

O início da McLaren foi muito bom até para o que se esperava da equipe durante a pré-temporada. A Ferrari teve uma queda impressionante e a Racing Point não correspondeu às expectativas, especialmente pela dupla de pilotos. Como o MCL35 é um bom carro, Lando Norris e Carlos Sainz se colocaram na briga para colocar o time em terceiro.

Nas quatro corridas iniciais, a dupla avançou ao Q3. Norris vem caminhando para se tornar um piloto de elite, e não apenas pelo incrível pódio conquistado na Áustria, mas por ser o piloto mais consistente em 2020, capaz de liderar a equipe no futuro. Ficou entre os cinco primeiros em três oportunidades na temporada, mas foi apenas nono diante de dificuldade no último domingo, especialmente com gerenciamento de pneus.

Carlos Sainz foi modesto em Silverstone. 13º novamente (Foto: McLaren)

Sainz vive fase irregular e azarada. Apesar do top-5 na abertura do campeonato, ainda fica atrás do companheiro. O resultado da Áustria poderia ser repetido no GP da Inglaterra não fosse o estouro do pneu nas voltas finais. No GP dos 70 Anos, ficou fora do Q3 pela primeira vez no ano e amargou um pit-stop ruim, que o deixou apenas em 13º. O espanhol deixa a equipe ao fim de 2020 para assumir a vaga de Vettel.

“Foi um domingo difícil. Esperávamos uma corrida desafiadora após ter dificuldades com o ritmo durante todo o fim de semana em clima quente. A nona posição com Lando foi o melhor que poderíamos fazer com a performance do carro. Carlos perdeu a oportunidade de se juntar ao companheiro nos pontos após uma falha de equipamento no pit-stop. Os pilotos deram tudo na pista, meu agradecimento a eles e todo o time pelo comprometimento que deram nestas duas semanas em Silverstone”, declarou o chefe de equipe Andreas Seidl.

O revés em Silverstone é uma prova de que o time não vai brigar sempre por pódios. Se o calor for problema para o restante da temporada, a McLaren seguirá oscilando nesta briga que inicialmente era inimaginável. O MCL35 é um bólido rápido, que se adapta em algumas condições. A dupla formada por Norris e Sainz é boa o suficiente para que o time brigue com a Racing Point, que ainda pode perder mais pontos por conta da investigação da FIA.

Contra a Ferrari, a McLaren também sai em vantagem, já que os italianos vivem fase tenebrosa com a SF1000 e dependem unicamente de Charles Leclerc para permanecer na briga. Mesmo com o revés em Silverstone, a esquadra de Woking ainda não saiu dos trilhos e caminha para conquistar bons frutos, resta a consistência para colocar os dois carros no top-10 com mais frequência.

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