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F1

McLaren vê Ferrari e Red Bull “brincando com fogo” ao rejeitar novo teto orçamentário

Zak Brown, chefe da McLaren, revelou que Ferrari e Red Bull não querem um teto orçamentário ainda mais restritivo durante a pandemia do coronavírus. O futuro incerto de equipes médias faz o dirigente apelas por medidas mais drásticas

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
A pandemia do coronavírus forçou mudanças em diversos planos da Fórmula 1. A categoria se vê em um dilema financeiro, o que levou ao adiamento da mudança de regulamento e a possíveis mudanças no teto orçamentário, com estudos para se tornar mais drástico. A proposta de reduzir o limite de gastos financeiros de US$ 175 milhões (R$ 897 milhões) para US$ 125 milhões (R$ 640 milhões) foi feita e já parcialmente recusada, o que deixa a McLaren temerosa.
 
Zak Brown, chefe da equipe britânica, foi direto ao ponto: Ferrari e Red Bull não querem um novo corte de gastos, o que deixa negociações travadas. A situação é temerária para a F1, que vive o risco de perder equipes durante aquilo que já se desenha como uma nova crise financeira global.
 
“Não há F1 sem dez equipes, ou pelo menos nove”, disse Brown, falando à ‘Sky Sports’. “Algumas equipes precisam ser muito cuidadosas porque estão brincando com fogo. Você precisa de um grid completo para ter um campeonato. Se o esporte seguir insustentável e algumas equipes perderem interesse ou ficarem sem condições financeiras, eles [equipes grandes] vão correr só entre si, e isso não vai funcionar”, seguiu.
Zak Brown quer mudança de postura da parte de Ferrari e Red Bull(Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Brown disse que somente uma equipe de ponta está disposta a aceitar o teto orçamentário de US$ 125 milhões: a Mercedes. Na opinião do dirigente, Ferrari e Red Bull querem tirar proveito de uma F1 pouco parelha.
 
“Estou falando de duas equipes. A Daimler [Mercedes] está fazendo um trabalho excelente, reconhecendo a situação em que estamos. Você pode deduzir quais são as outras duas equipes”, cutucou, indicando Ferrari e Red Bull. “Elas têm uma plataforma de marketing imensa, então eu entendo que queiram manter a divisão de forças atual. Só que no esporte você deseja que todos lutem de forma justa, com o melhor vencendo. Eles [Ferrari e Red Bull] precisam de mais confiança. É como ter um peso pesado que só quer lutar contra peso pena. São grandes equipes, que estão preparadas para lutar de igual para igual. É isso que os fãs querem”, frisou.
 
As equipes médias já sentem na pele o drama financeiro da F1 em 2020. McLaren, Racing Point e Williams já cortaram parte dos salários de seus funcionários, assim como a própria gestão da categoria. A situação não fica necessariamente tranquila com o reinício das atividades, previsto para o segundo semestre: a Alfa Romeo já destacou que o alto número de provas em curto espaço de tempo deve ter impactos negativos sobre as finanças.
 

 
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