Mercedes afirma que motores “tomaram uma surra” por quiques na Fórmula 1 2022

Conforme detalhado por Toto Wolff e Hywel Thomas, a equipe alemã teve que superar problemas relacionados à unidade de potência este ano, provocados pelos sérios problemas que encontraram com o W13

É impossível desassociar os quiques da temporada de 2022 da Mercedes na Fórmula 1. O W13 da equipe alemã foi, de longe, o carro que mais sofreu com o porpoising ao longo do ano — principalmente no início da disputa.

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A cena emblemática foi Lewis Hamilton com imensas dores ao sair do bólido mercedista, após o GP do Azerbaijão. A FIA realizou intervenção para conter os quiques de todos os carros, por meio de uma diretiva técnica, e a partir daí as Flechas de Prata conseguiram superar o problema.

Passando a régua na temporada — e em vídeo publicado nos próprios canais oficiais do time —, Toto Wolff (chefe de equipe) e Hywel Thomas (diretor da divisão de motores de alta performance) analisaram e dissecaram como o porpoising afetou a temporada da Mercedes.

Mercedes lidou intensamente com porpoising em 2022 (Foto: Mercedes/Steve Etherington)

“Nós chegamos para a temporada com algumas oscilações no motor. Não gostamos de certos aspectos do desenvolvimento e pilotagem. E nesse ambiente de congelamento (do desenvolvimento), o time conseguiu realmente adicionar performance e melhorar o desempenho de um carro que quicava e quebrava nossa unidade de potência”, disse Wolff.

“Mesmo com tudo isso, tivemos alta confiabilidade e o motor desempenhou muito bem a partir do meio da temporada até o fim”, seguiu. A Mercedes chegou a ameaçar a Ferrari pelo vice-campeonato de Construtores, e conseguiu anotar uma vitória na temporada: a de George Russell em Interlagos.

“No começo da temporada, as duas grandes coisas que tínhamos em mente: o desenvolvimento do motor seria congelado e seria um congelamento de hardware. Ou seja: essa era a direção que iríamos usar pelos próximos três anos. Então, tivemos um programa de desenvolvimento realmente grande ao longo do último ano, apenas tentando nos assegurar de que o resultado seria fruto de um esforço enorme”, adicionou Thomas.

“Ficou bastante claro que os motores estavam tomando uma surra, principalmente a parte de baixo. Acho que quando Toto veio até Brixworth na semana passada e viu algumas das partes provenientes de corridas, foi uma surpresa ver exatamente o quão elas estavam batendo na pista. E quando você vê Lewis e George com dificuldades de sair dos carros após as corridas, imagina que a mesma coisa estava acontecendo com a unidade de potência”, finalizou o dirigente.

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