Mercedes diz que aceitou ajuste no desenvolvimento dos motores porque “F1 precisa de equipes mais competitivas”

Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirmou que os ajustes feitos no regulamento sobre o desenvolvimento de motor para 2016 tentaram melhorar a vida de Honda e Renault, especialmente. E que a redução das restrições foram feitas para permitir uma maior competitividade das equipes

A Mercedes concordou em aliviar as restrições de desenvolvimento de motor para 2016 na F1, porque o "esporte precisa de equipes mais competitivas". A frase é de Toto Wolff, o chefão da marca alemã.
 
Na semana passada, as quatro fabricantes de motor do Mundial — Mercedes, Ferrari, Renault e Honda — se reuniram na Suíça e entraram um acordo sobre os ajustes para o desenvolvimento das unidades de energia. As novas regras devem beneficiar especialmente a Renault e a Honda, porque ambas terão mais tempo para trabalhar em seus equipamentos.
Toto Wolff acha que a F1 precisa de equipes mais competitivas (Foto: AP)
Para a próxima temporada, as fabricantes terão a permissão de usar as mesmas 32 fichas de desenvolvimento. No texto original do livro de regras, esse número era de 25. Também está autorizado o trabalho de evolução dos motores durante o campeonato. 
 
"Neste caso, temos de pensar que precisamos de equipes mais competitivas", disse o austríaco à publicação alemã 'Spox'.  "Honda e Renault querem lutar contra nós e no mesmo nível. Portanto, não podemos apenas tomar uma linha dura sobre isso e aperfeiçoar as regras à nosso favor", completou.
 
"Às vezes, você tem de dar aos outros algum espaço para respirar. A Honda entrou um ano mais tarde e a Renault decidiu se tornar uma equipe novamente. Então, diante disso, a flexibilização dos regulamentos é apropriada, e isso nos poupa de toda a discussão de que o 'desenvolvimento está congelado e de que ninguém pode evoluir'", afirmou o dirigente.
 
"Há condições de ter uma concorrência equitativa, e isso é o mais importante agora", encerrou.

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