Mercedes admite “passo atrás” após queda de rendimento na F1: “É só ouvir os pilotos”

Diretor-técnico da Mercedes, James Allison admitiu erros da equipe no desenvolvimento do W16 e falou em buscar evoluções antes mesmo da pausa de verão, que acontece após o GP da Hungria

Mesmo em um fim de semana com corrida sprint na Fórmula 1, a Mercedes conquistou apenas dez pontos no somatório do GP da Bélgica, disputado no último fim de semana. E todos vieram na corrida principal, com o quinto lugar de George Russell. Naturalmente, as Flechas de Prata deixaram Spa-Francorchamps bastante desanimadas com o resultado, e o diretor-técnico James Allison explicou que as decisões da equipe no acerto do carro foram determinantes para o desempenho ruim.

“Spa foi um fim de semana difícil para nós”, analisou Allison. “Começamos com o pé esquerdo desde a sexta-feira, na classificação da sprint. A prova curta foi condicionada pelo que aconteceu no dia anterior. Evoluímos ao longo do fim de semana, mas certamente não o lembraremos com prazer”, admitiu.

“Escolhemos um acerto de menos carga comparados a nossos rivais, com uma asa traseira menor. Isso nos deu força nas retas, mas tirou nossa competitividade em todas as curvas, não apenas no segundo setor. Foi uma escolha com prós e contras. Em geral, ficamos devendo ritmo”, lamentou.

A Mercedes tentou usar a velocidade de reta para imprimir alguma pressão nas rivais, mas as dificuldades de ultrapassagem em Spa novamente foram claras. E Allison ressaltou que o acerto escolhido pela equipe reduziu o poder do DRS, devido à asa menor, o que dificultou ainda mais as coisas.

Quinto, Russell conquistou todos os pontos da Mercedes na Bélgica (Foto: Mercedes)

“As ultrapassagens estão ficando cada vez difíceis com esses carros. Em Spa, usamos asas de baixa pressão aerodinâmica, o que reduz o efeito do DRS. Apesar das longas retas, não houve um grande ganho ao abrir a asa móvel. E isso torna as ultrapassagens ainda mais difíceis”, avaliou.

Agora, de acordo com Allison, a Mercedes precisa correr atrás do prejuízo. Afinal de contas, enquanto outras equipes cresceram, o time alemão estagnou e acabou naturalmente ficando para trás. Vale ressaltar que, nas seis primeiras corridas do ano, a esquadra somou 141 pontos; nas sete seguintes, fez 79 — o que mostra claramente a queda de produção.

“Não apenas a Ferrari evoluiu, mas os outros também. Se todos evoluíram no mesmo nível, talvez você tenha dado um passo atrás. Não é necessário tempo para entender, é só ouvir os pilotos. Sofremos com instabilidade sob frenagem em curvas rápidas, e o carro sofre para virar. No início do ano, era uma máquina mais fácil de acertar. Tentamos melhorar, mas não conseguimos”, prosseguiu.

“A parte positiva é que sabemos o que fizemos. Isso torna mais fácil de entender em que ponto erramos e como corrigir. Dói, mas é melhor do que não ter ideia de onde está o problema”, admitiu.

Kimi Antonelli fez a melhor volta no GP da Bélgica de 2025 (Foto: AFP)
Antonelli teve fim de semana bem difícil em Spa e saiu zerado (Foto: AFP)

Por fim, Allison pregou foco em evoluir já para o GP da Hungria, neste fim de semana, para que a equipe possa entrar na pausa de verão em um nível melhor. Para o engenheiro, daria ao menos a sensação de que um futuro melhor virá.

“Temos de trabalhar eficientemente, estamos investigando para entender em que ponto erramos, para podermos melhorar neste fim de semana. Se tivermos sorte, poderemos partir para a pausa mais renovados. Não estaremos felizes, mas poderemos olhar para o futuro com um pouco mais de confiança. Do contrário, continuaremos a estudar e analisar o progresso após cada corrida”, finalizou o diretor-técnico da Mercedes.

F1 retorna neste fim de semana, de 1º a 3 de agosto, em Hungaroring, palco do GP da Hungria, 14ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

GP da Hungria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 108:3010:3012:3013:30
Treino livre 212:0014:0016:0017:00
Treino livre 307:3009:3011:3012:30
Classificação11:0013:0015:0016:00
Corrida10:0012:0014:0015:00

*Horário de Brasília

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