Mercedes processa ex-engenheiro por roubo de dados confidenciais e marca novo escândalo de espionagem na F1

A Mercedes entrou com um processo contra seu ex-engenheiro Benjamin Hoyle. De acordo com a alegação do time alemão, Hoyle pegou dados confidenciais sem autorização e tinha a intenção de entregá-los à Ferrari

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Posted by Grande Prêmio on Terça, 8 de dezembro de 2015

Oito anos depois do ‘Spygate’, um novo episódio de espionagem marca a F1. A Mercedes, bicampeã do Mundial de Construtores na F1, está processando um de seus ex-engenheiros. A queixa é que o profissional, que agora está de partida para a Ferrari, tenha levado consigo informações confidenciais e dados dos motores alemães para a rival italiana. A notícia foi dada inicialmente pelo canal Bloomberg.
 
De acordo com o processo legal, de 19 de outubro, Benjamin Hoyle, que se juntou ao departamento de engenharia de performances da esquadra prateada em 2012, pesquisou e salvou dados de arquivos, que incluíam informações do GP da Hungria de 2015.
 
Ainda segundo o documento, foram levados dados de quilometragem, informações relativas à fabricação das unidades de potência, além de arquivos que continham códigos de corridas. 
Mercedes teve dados roubados (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Na ação judicial, a Mercedes alegou que as "atitudes de Hoyle foram calculadas para destruir ou danificar seriamente a relação de confiança" que ele tinha com a marca. "Benjamin Hoyle e, potencialmente, a Ferrari tiveram uma vantagem ilícita."
 
Hoyle informou à equipe alemã, ainda em 21 de maio do ano passado, sua intenção de deixar o emprego no encerramento de seu contrato, programado para o fim de 2015. 
 
A Mercedes, ao saber da intenção de Hoyle em se transferir para a escuderia de Maranello, o reposicionou em outra função. Apesar disso, foi descoberto mais tarde que o engenheiro ainda tinha acesso a dados e relatórios confidenciais. O funcionário ainda tentou esconder suas ações, excluindo a maioria dos arquivos.
 
Neste momento, a esquadra de Stuttgart está tentando, por meio de medidas legais, impedir que Hoyle se junte à Ferrari ou qualquer outra concorrente na F1 até o fim da temporada de 2016. A marca também exige o retorno de todos os documentos e informações, bem como pagamento de honorários legais.
 
"A ação que está em andamento envolve a Mercedes e um empregado", confirmou a equipe em nota ao Bloomberg. "A empresa tomou as medidas judiciais cabíveis para proteger sua propriedade intelectual."
 
O caso lembrou o escândalo de espionagem que envolveu, em 2007, a McLaren e a Ferrari. No chamado caso ‘Spygate’, o então ex-chefe de mecânicos da Ferrari, Nigel Stepney entregou ao engenheiro Mike Coughlan, da McLaren, um extenso dossiê com informações confidenciais sobre o projeto da equipe italiana. 
 
A polêmica foi descoberta e causou a saída do inglês após 15 anos, e também na maior multa já aplicada pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo)  a um time de F1 – US$ 100 milhões. A McLaren também foi desclassificada do Mundial de Construtores de 2007.
 
Em 2012, a escuderia britânica conquistou o direito de receber de volta cerca de £ 32 milhões, pagos em impostos à receita da Grã-Bretanha por ocasião da multa recorde imposta de US$ 100 milhões, imposta pela FIA à esquadra.

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